Descoberta no Rio Grande do Sul
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) identificaram uma nova espécie de réptil a partir de um crânio fóssil encontrado em Agudo, na região central do Rio Grande do Sul. O material veio de uma área do Geoparque Mundial Unesco Quarta Colônia, conhecido por abrigar alguns dos dinossauros mais antigos do mundo.
A região central do estado gaúcho concentra diversas descobertas paleontológicas. Pesquisadores já encontraram ali vários répteis pré-históricos.
Características do réptil
De acordo com a UFSM, entre os fósseis mais comuns estão os rincossauros. Esses animais eram quadrúpedes e herbívoros. Eles possuíam bico pontiagudo e um sistema de mastigação formado por várias fileiras de dentes, usados para triturar vegetais.
O animal descoberto recebeu o nome de Isodapedon varzealis e, segundo os pesquisadores da UFSM, a espécie apresenta características semelhantes às de um rincossauro europeu. O nome Isodapedon varzealis reflete essa característica.
Importância da descoberta
A análise de parentesco, realizada pelos pesquisadores da UFSM, mostra afinidade com o Hyperodapedon gordoni, da Escócia. Esse tipo de relação também aparece em outra espécie do mesmo sítio, Dynamosuchus collisensis, que possui parente europeu.
Essa distribuição é explicada pela configuração dos continentes na época. A união permitia a dispersão de espécies por grandes áreas. O novo registro reforça a semelhança entre as faunas da América do Sul e da Europa no Triássico.
O fóssil de Isodapedon varzealis integra o acervo científico do Cappa-UFSM, em São João do Polêsine. O centro faz parte do Geoparque Quarta Colônia Unesco. O local abriga uma coleção relevante de fósseis do Triássico brasileiro e mantém exposição aberta ao público com entrada gratuita.
Fonte: Gazeta Brasil


