Investigação sobre o PIX
Representantes dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Donald Trump, dos Estados Unidos, se reuniram em Washington para tratar da investigação aberta pelo país norte-americano contra o Brasil, com foco em práticas comerciais e no sistema de pagamentos PIX.
As reuniões aconteceram ao longo de dois dias, com a delegação brasileira apresentando esclarecimentos sobre pontos já conhecidos da investigação. Segundo relatos, os temas discutidos já haviam sido abordados anteriormente, inclusive em audiência realizada na capital americana no ano passado.
Posição do governo brasileiro
O vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin (PSB) declarou que o governo brasileiro está dando todas as informações e esclarecimentos necessários e está confiante de que a questão possa ser resolvida.
A apuração foi aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pelo país para investigar práticas consideradas desleais por parceiros comerciais. Entre os principais alvos estão políticas brasileiras relacionadas ao PIX e ao setor de etanol, apontadas pelos americanos como possíveis barreiras ao acesso de seus exportadores.
Impacto comercial
As negociações entre os dois países têm o agravante de os Estados Unidos ocuparem a segunda posição de maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás apenas da China, além de manter um superávit para os norte-americanos na balança bilateral. Em 2025, por exemplo, o Brasil registrou déficit de cerca de US$ 7,5 bilhões, resultado da queda nas exportações brasileiras e do aumento das importações vindas do mercado americano.
Esse cenário se repete quando se observa um horizonte mais amplo, já que o Brasil acumula déficit comercial com os Estados Unidos desde 2009, refletindo maior volume de compras do que de vendas ao parceiro. Dados oficiais indicam que, desde 1997, o saldo negativo acumulado ultrapassa US$ 48 bilhões.
Fonte: Gazeta Economia


