Quase um ano após a Comissão Europeia divulgar recomendações para que cidadãos ficassem seguros em possíveis casos de catástrofe ambiental ou climática, o assunto continua forte nos países europeus. Entidades públicas e privadas continuam divulgando dicas para que a população fique bem em casos de “tempestades, inundações, ciberataques, crises sanitárias e ainda conflitos armados”.
No início deste mês, a Câmara Municipal de Lisboa postou um vídeo sobre como deve ser o kit de sobrevivência. Água, comida enlatada, lanterna, rádio a pilhas são alguns dos itens presentes na lista apresentada no vídeo.
Além disso, em novembro do ano passado, o Banco Central de Portugal afirmou aos cidadãos que seria prudente ter uma quantia de dinheiro em espécie guardado em casa. A ideia é que os consumidores não passem aperto em casos de apagões, ciberataques ou desastres naturais. Não há um aconselhamento oficial de qual valor seria ideal para estar escondido em casa, mas especialistas levantam que o ideal seria guardar algo entre 70 e 100 euros para serem usados em momentos de urgência.
Isso não acontece somente em Portugal. Diferentes bancos centrais já estão orientando seus cidadãos a guardarem uma pequena quantia em casa. Na Holanda, a autoridade monetária recomenda uma reserva de 200 a 500 euros, enquanto na Suécia o banco sugere guardar 170 euros.
A intenção não é quebrar o sistema financeiro europeu, obviamente, mas garantir que a economia não fique totalmente paralisada em uma emergência, já que boa parte dos europeus utilizam seus celulares para fazer pagamentos. No início, as recomendações eram muito motivadas pela tensão provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Mas, agora, o sentimento de insegurança na Europa parece estar aumentando graças à guerra no Oriente Médio. A Turquia, que é integrante da Organização do Atlântico Norte (Otan), interceptou mísseis iranianos neste mês. Muitos interpretam isso como uma ameaça à Europa.


