BRASÍLIA – O Ministério das Relações Exteriores negocia com os governos de países do Oriente Médio rotas terrestres para a retirada de brasileiros da região em meio ao conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
As rotas sairiam principalmente de Doha, no Catar, do Kuwait e de Manama, no Bahrein, em direção ao aeroporto de Riad, capital da Arábia Saudita. A prioridade seriam não-residentes e grupos preferenciais, segundo o Itamaraty. Também há gestões em curso para o transporte de animais domésticos.
Desde o dia 4 de março, 14 voos partiram dos Emirados Árabes Unidos para o Brasil, com cerca de 3,8 mil brasileiros. No Catar, as operações foram retomadas no dia 7 de março, com o retorno de 278 brasileiros até a última quinta-feira (12/3). A abertura de novas rotas aéreas também é negociada, de acordo com o governo.
“O Itamaraty e embaixadas monitoram a segurança e negociam a reabertura de espaços aéreos no Oriente Médio. O Ministro Mauro Vieira articulou com autoridades dos Emirados Árabes Unidos e Catar a retomada de voos da Emirates e Qatar Airways, garantindo rotas cruciais de retorno”, diz o Itamaraty.
Recomendações para brasileiros
O Ministério das Relações Exteriores recomenda que brasileiros não façam viagens para 12 países do Oriente Médio: Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita.
Aos que já se encontram nesses países, o Itamaraty recomenda que se dirijam ao abrigo mais próximo em caso de bombardeios e, para quem estiver na rua, que procure estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.
“Se estiver em casa, priorize cômodos com, pelo menos, duas paredes entre você e a parede externa do edifício, como salas no térreo, escadas do porão, corredores internos e áreas sem janelas. Mantenha as portas dos corredores fechadas e, caso haja janelas, conserve-as fechadas”, afirma o Itamaraty.
Ao buscar abrigo, é necessário evitar permanência na linha de visão do céu. Outra recomendação é encher a banheira ou recipientes grandes com água fria, a fim de dispor de reserva em caso de eventual escassez.


