As bombas que explodem na guerra do Oriente Médio “atingiram”, também, o mercado de capitais no Brasil. Em apenas um dia, na terça-feira (3/3), as empresas listadas na B3, a bolsa de valores brasileira, perderam R$ 166 bilhões em valor de mercado.
O pregão de 3 de março de 2026 entrou para a estatística como um dos mais relevantes do trimestre para o mercado brasileiro. Levantamento da consultoria Elos Ayta mostra essa desvalorização das empresas listadas na B3: de R$ 5,524 trilhões em 2 de março para R$ 5,358 trilhões no fechamento do dia 3.
Segundo o levantamento da Elos Ayta, o maior impacto foi do BTG Pactual, que perdeu R$ 22 bilhões. Em seguida, a Vale: R$ 15,7 bilhões. As 10 empresas com maior destruição absoluta de valor de mercado responderam por R$ 97,7 bilhões, o equivalente a 58,7% de toda a perda do mercado no dia. O bloco das dez maiores saiu de R$ 2,463 trilhões para R$ 2,365 trilhões em capitalização.
O movimento ocorreu em paralelo à queda de 3,28% do Ibovespa no dia, a mais intensa desde 5 de dezembro de 2025, quando o índice havia recuado 4,30%.
Confira o ranking das dez empresas com maiores perdas
- BTG Pactual (Banco): -R$ 22,0 bilhões
- Vale: -R$ 15,7 bilhões
- Itaú Unibanco: -R$ 15,2 bilhões
- Bradesco: -R$ 9,6 bilhões
- Axxia Energia: -R$ 8,2 bilhões
- Banco do Brasil: -R$ 6,7 bilhões
- WEG: -R$ 5,4 bilhões
- Ambev: -R$ 5,3 bilhões
- Santander Brasil: -R$ 4,8 bilhões
- B3: -R$ 4,8 bilhões
Perdas das empresas em conjunto
- Todas as empresas da B3: -R$ 166,4 bilhões
- As 10 com maiores perdas: -R$ 97,7 bilhões


