A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou nesta segunda-feira (2/3) a autoria de um ataque com mísseis contra o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o quartel-general do comandante da Força Aérea de Israel. O governo israelense ainda não se pronunciou sobre o suposto ataque.
“O gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e a sede do comandante da força aérea do regime foram atacados”, afirmou o exército ideológico da República Islâmica em um comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.
O Irã também fez novos ataques contra outras cidades israelenses. Os alvos foram instalações do governo e centros militares em Haifa e Jerusalém Oriental, segundo comunicado divulgado pelo exército da República Islâmica.
Em meio à escalada do conflito, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, anunciou que o país não fará acordo com os EUA e Israel. A declaração contradiz a fala do presidente norte-americano, Donald Trump, de que a República Islâmica quer conversar para parar o conflito.
Larijani também alertou os países vizinhos sobre o uso de bases militares norte-americanas em seus territórios. “Aos países da região: não vamos atacá-los. Mas, quando bases localizadas em seus países forem usadas contra nós, e quando os Estados Unidos conduzirem operações na região a partir dessas forças, alvejaremos essas bases. Essas bases não estão em seu território; estão em território americano”.
MORTOS
Os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel já deixaram ao menos 555 pessoas mortas no Irã. “Após os ataques terroristas sionista-americanos executados em várias regiões do país, lamentavelmente 555 pessoas morreram até o momento”, divulgou o grupo humanitário que atua em países muçulmanos em mensagem no Telegram.


