O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi às redes sociais na noite desse domingo (22/2) para fazer novas críticas ao caso do Banco Master e à condução das investigações pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, o pré-candidato à Presidência da República adotou o estilo usado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) em um vídeo sobre transações financeiras por pix, que viralizou no ano passado: camisa preta, fundo preto, baixa iluminação e imagens de notícias para ilustrar.
No vídeo, Zema questiona o porquê de ocorrer uma suposta “pressão” para barrar a investigação sobre o Banco Master e critica as supostas ligações do ministro do STF Dias Toffoli com a instituição. O governador traz um quadro que remete a investigações policiais ligando o banqueiro Daniel Vorcaro a figuras não identificadas, mas que são tratadas por ele como “intocáveis”.
“Intocáveis são os que mandam, mas não prestam conta. São os que julgam, mas não podem ser julgados. São os que vivem acima da lei, acima de mim e de você”, diz Zema. “Ministro com investimento milionário, autoridade com contrato de 129 milhões, supersalários que passam de 200 mil reais com auxílio-gasolina, auxílio-viagem, auxílio-iPhone.”
Conforme o governador, o país teve uma chance de “acertar as contas” com os “intocáveis” durante a operação Lava Jato, que revelou um esquema de desvio de recursos na Petrobras. Entretanto, Zema afirma que “a farra continuou”, encerrando o vídeo fazendo um convite para a manifestação marcada por grupos de direita para o dia 1º de março, que terá como alvos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
“Agora a história se repete, só que dessa vez o final pode ser diferente, porque isso não é sobre um ou dois ministros. Não é só sobre o Lula, é sobre a farra dos intocáveis. Dia 1º de março, na Avenida Paulista, temos um encontro marcado. Comigo, quem roubava aqui em Minas, perdeu. Chegou a hora de quem rouba o Brasil perder também.”
A publicação de Zema ocorreu um dia após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, arquivar a ação de suspeição que questionava a atuação de Dias Toffoli como relator da investigação sobre o Banco Master. No dia 11 de fevereiro, a Polícia Federal encontrou menções a Toffoli no celular do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.


