O governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu o exame nacional obrigatório para médicos recém-formados, conhecido como “OAB da medicina”, durante uma sabatina organizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp). A conversa com a categoria inaugura o ano eleitoral para Zema, que foi o primeiro presidenciável a integrar a série de conversas.
Projetos de avaliação dos médicos já vinham sendo debatidos no Congresso Nacional, entretanto, com os recentes resultados negativos do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), tendem a ganhar mais força.
A prova para os médicos ocorreria em moldes similares ao exame da OAB para advogados. Durante sua fala na sabatina do SindHosp, o governador Zema chegou, inclusive, a usar a categoria de advogados como comparação.
“Eu sou um entusiasta de toda avaliação que mostre a proficiência de alguém. No Brasil, temos notoriamente no ramo de direito, o exame da OAB. Na minha opinião, se esse tipo de raciocínio, de prática, fosse estendido para outras atividades, seria bom, porque prova que a pessoa tem o mínimo de conhecimento”, argumenta Zema. “Quando se fala de saúde, mais ainda. Um advogado ruim pode causar grandes danos. Um médico ruim pode matar”, afirma.
Antes de responder às perguntas dos presentes, o governador fez uma apresentação sobre sua trajetória política e um balanço dos resultados alcançados à frente do Executivo mineiro.
Zema aproveitou a oportunidade, em diferentes momentos, para também tecer críticas à gestão anterior de Minas, sob o comando do ex-governador Fernando Pimentel (PT), assim como às “gastanças” do governo do futuro adversário nas eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O maior desafio não foi ser eleito, mas foi pegar o estado em situação catastrófica”, pontuou Zema.
Para concorrer à presidência, Zema precisa deixar o cargo de governador de Minas até 4 de abril, prazo final para desincompatibilização firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pré-candidatura foi lançada em agosto de 2025, em evento do Partido Novo em São Paulo.
Desde então, já houve conversas de que o governador poderia ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Entretanto, Zema descartou essa possibilidade, reforçando que não abriria mão de concorrer ao cargo de presidente da República.
Na semana passada, em entrevista ao programa Café com Política, ele afirmou que a intenção é manter o perfil de “comandar a empresa”, algo que, inclusive, foi ressaltado durante a sabatina do SindHosp, quando Zema contou a história dele no setor privado.


