Mali e Burkina Faso, na África Ocidental, decidiram proibir a entrada de cidadãos dos Estados Unidos em seus territórios. A medida foi anunciada na terça-feira (30/12) pelos ministérios das Relações Exteriores dos dois países africanos, em resposta à inclusão deles na lista de nações sujeitas a restrições de viagem aos EUA pelo governo Trump.
Os dois países da África Ocidental justificaram a decisão com base no princípio de “reciprocidade” após o anúncio feito pela Casa Branca em 16 de dezembro, segundo informou a Reuters. Na ocasião, o presidente Donald Trump adicionou Mali, Burkina Faso e outros cinco países à lista de nações com proibição total de viagens aos Estados Unidos.
A Casa Branca justificou a ampliação da proibição afirmando que ela se aplica a “países com deficiências demonstradas, persistentes e graves em triagem, verificação e compartilhamento de informações para proteger a Nação de ameaças à segurança nacional e à segurança pública”. As restrições americanas entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2026.
Mali contestou a decisão americana, afirmando que Washington, nos Estados Unidos, não realizou consulta prévia e que a justificativa apresentada não corresponde aos “desenvolvimentos reais no terreno”.
Outros países africanos também adotaram medidas semelhantes. O Níger, na África Ocidental, anunciou em 25 de dezembro que não emitirá mais vistos para cidadãos americanos, segundo informações da agência de mídia estatal nigerina.
Em junho, o Chade, na África Central, já havia suspendido a emissão de vistos para cidadãos dos EUA após ser incluído em uma lista anterior que afetava 12 países com proibição de viagem.


