BRASÍLIA – O presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Moretzsohn, continua foragido neste domingo (28) e esconde seu endereço da Polícia Federal (PF) para impedir o cumprimento do mandado de prisão domiciliar expedido no sábado (27) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moretzsohn figura entre os condenados à prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF o condenou a 7 anos e 6 meses de prisão.
Após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes determinou as prisões de 10 condenados.
O único mandado não cumprido foi o de Moretzsohn; a Polícia Federal (PF) também não encontrou Guilherme Marques de Almeida, que viajava com a família. O tenente-coronel do Exército informou que está voltando para Goiânia, onde mora, para cumprimento da prisão domiciliar.
Em relação a Moretzsohn, a PF detalhou em documento remetido ao ministro Alexandre de Moraes como ocorreu a tentativa de cumprimento do mandado de prisão. “Foram realizadas tentativas de contato com a finalidade de obter informações acerca de seu novo endereço, contudo, sem êxito”, informou a PF.
“Após contato da equipe policial, o advogado do condenado retornou a ligação afirmando que conseguiu falar com Carlos, mas este se recusou a fornecer seu novo endereço para fins de cumprimento das medidas cautelares”, completa o documento.
A negativa de fornecer seu endereço à Polícia Federal pode levar o ministro Moraes a converter o mandado de prisão domiciliar em prisão preventiva.
Carlos Moretzsohn
Moretzsohn é presidente do Instituto Voto Legal, contratado pelo Partido Liberal (PL) para elaborar estudo sobre a segurança das urnas eletrônicas. O documento foi usado pelo partido para embasar a ação de contestação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando o PL pôs em xeque o resultado do primeiro turno das eleições em 2022.


