BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou o atentado terrorista que matou 15 judeus na Austrália, neste domingo (14/12), e deixou outras dezenas de feridos.
Pelas redes sociais, o presidente afirmou ter recebido a notícia “com profunda consternação” e classificou o fato como “brutal”.
“É inaceitável que atos de ódio e extremismo ceifem a vida de pessoas inocentes e atentem contra valores de paz, coexistência pacífica e respeito. Manifesto a mais sincera solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade judaica, ao governo e ao povo australiano. O Brasil reitera o seu compromisso inabalável com a defesa da vida, da tolerância e da liberdade religiosa”, disse.
O atentado ocorreu durante um evento que celebrava o Hanukkah, chamado também de Festa da Luzes, que costuma perdurar por oito dias e significa dedicação e esperança, por lembrar a batalha de “poucos contra os muitos” na luta do povo judeu por manter sua identidade.
Em coletiva de imprensa, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, província australiana, reforçou o incidente como um ato terrorista e afirmou que há investigações em andamento para determinar uma maior clareza a respeito dos autores dos assassinatos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que é judeu, manifestou “profunda tristeza” e classificou como um “ato cruel, movido pelo ódio e pelo antissemitismo, que atinge não apenas a comunidade judaica da Austrália, mas fere valores fundamentais como a vida, a liberdade religiosa e a convivência pacífica”.


