BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2/12) uma operação contra um grupo acusado de fazer ataques virtuais contra deputados federais que manifestaram apoio ao projeto de lei que equipara aborto a homicídio.
As investigações identificaram que diversos sites de deputados federais foram alvo de ataques coordenados, resultando em instabilidade e períodos de indisponibilidade, afetando a comunicação institucional e a atuação legislativa, segundo a PF.
O projeto de lei em questão muda o Código Penal e qualifica como homicídio o aborto a partir de 22 semanas de gestação, mesmo em casos de estupro. A tramitação acelerada do projeto provocou intenso debate no ano passado e foi suspensa por decisão do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
A PF não divulgou os nomes dos parlamentares, em Brasília foi apurado que entre os deputados alvos do grupo estão Eduardo Bolsonaro (PL-DF), Bia Kicis (PL-DF), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP).
Na chamada Operação Intolerans, agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos que moram em São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Ação contou com o apoio de parceiros estrangeiros por meio de cooperação jurídica internacional.
O caso é investigado como crime cibernético. “A Polícia Federal prossegue com as investigações para identificar todos os envolvidos e assegurar a responsabilização dos autores dos ataques”, diz a corporação em comunicado sobre a operação.


