Durante agenda em Belo Horizonte nesta segunda-feira (24/11), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi questionado sobre o cenário eleitoral em Minas após o senador Rodrigo Pacheco anunciar que não deve ser candidato no ano que vem. Silveira é citado desde o início do ano como possível nome ao governo, em caso de desistência de Pacheco, ou ao Senado, cargo ao qual concorreu na última eleição.
Entre outros fatores, a movimentação esbarra no fato de ele integrar o PSD, sendo inclusive o secretário-geral da Executiva Nacional. A sigla filiou, no mês passado, o vice-governador e pré-candidato ao governo Mateus Simões, opositor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro afirmou que ainda não sabe se deixará o cargo em abril para disputar uma vaga eletiva em Minas. Esse é o prazo para quem ocupa função pública e pretende concorrer no próximo ano, quando haverá eleições para presidente, dois senadores, deputados federais e estaduais e governador. “Depende do presidente Lula, ele vai decidir que onde a gente serve melhor, se é ajudando ele ainda no ministério, se é ajudando dando ele como candidato a senador, se é ajudando ele em que posição for”, disse Silveira, que já declarou que irá atuar na posição que for escalado pelo presidente.
Silveira afirmou ainda que o momento é de discutir “economia nacional” e o papel da pasta de Minas e Energia no desenvolvimento do país. “E a partir de março, nós vamos, por orientação do presidente Lula, falar sobre a política partidária em Minas e no Brasil. Eu tenho um compromisso de país com o presidente Lula”, completou.
Com a saída de Pacheco da disputa, o PT fica com poucas opções para a candidatura ao governo de Minas no ano que vem. Pacheco era o nome preferido de Lula e acompanhou o presidente em diversas agendas no estado ao longo deste ano, nas quais foi pressionado por Lula e por ministros a entrar na disputa. Agora, o PT trabalha com a possibilidade de apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que já lançou sua pré-candidatura e diz querer representar o campo de centro, mas ainda se reunirá nesta semana com o comando nacional do PT. Outra alternativa é lançar um petista para o “sacrifício”, diante da avaliação de que nenhum quadro do partido teria hoje chances reais de vitória.


