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Silêncio de investigado irrita CPI do INSS, e parlamentares determinam apreensão do celular dele

Acesso ao conteúdo do celular de Igor Dias Delecrode dependerá de autorização da Justiça porque o investigado se negou a entregar a senha do telefone

BRASÍLIA – O silêncio do investigado Igor Dias Delecrode irritou deputados e senadores durante depoimento na sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (10/11).

Amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele não quis responder às perguntas dos parlamentares, que, inclusive, o acusaram de ser cínico e debochado durante a audiência.

“É um desserviço à comissão e um tapa na cara dos aposentados”, criticou o senador Marcos Rogério (PL-RO). “É um deboche autorizado pelo Supremo. Estou perguntando se ele conhece quem o sucedeu na presidência. E nem isso ele responde”, disse o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).

O vice-presidente da CPI, Duarte Jr. (PSB-MA), ainda disse ser ‘nojento’ o depoente, suspeito de roubar milhões, usar um sapato da grife Hermés no valor de R$ 9.300. Nem a marca do calçado ele quis confirmar.

Delecrode era dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). A empresa é suspeita de movimentar R$ 700 milhões irregularmente retirados das aposentadorias e pensões do INSS. Ele ainda é apontado como proprietário de um grupo de tecnologia que contribuiu para fraudar as assinaturas dos aposentados em escala industrial.

Pela investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), Delecrode criou um sistema próprio de biometria para cometer as fraudes e aceitar os descontos indevidos. O empresário tem 28 anos e teria entrado para o esquema fraudulento seis anos atrás.

Diante do silêncio, o relator da CPI, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), propôs a apreensão imediata do celular dele. O requerimento foi aprovado em votação simbólica durante o depoimento, e Delecrode foi obrigado a retirar o celular do bolso e entregar nas mãos do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). O investigado se negou a informar a senha de acesso ao celular, e a CPI precisará de uma autorização da Justiça para extrair os dados do aparelho.

O celular, um iPhone 17 comprado recentemente, segundo Delecrode, foi lacrado pelo delegado da Polícia Federal que presta suporte à CPI do INSS. O investigado disse à comissão que o aparelho é novo porque seus outros celulares já foram recolhidos pela PF e pela Polícia Civil em etapas anteriores da investigação que se debruça sobre as fraudes nas aposentadorias e pensões pagos pelo INSS.

Amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele não quis responder às perguntas dos parlamentares, que, inclusive, o acusaram de ser cínico e debochado durante a audiência.

“É um desserviço à comissão e um tapa na cara dos aposentados”, criticou o senador Marcos Rogério (PL-RO). “É um deboche autorizado pelo Supremo. Estou perguntando se ele conhece quem o sucedeu na presidência. E nem isso ele responde”, disse o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).

O vice-presidente da CPI, Duarte Jr. (PSB-MA), ainda disse ser ‘nojento’ o depoente, suspeito de roubar milhões, usar um sapato da grife Hermés no valor de R$ 9.300. Nem a marca do calçado ele quis confirmar.

Delecrode era dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). A empresa é suspeita de movimentar R$ 700 milhões irregularmente retirados das aposentadorias e pensões do INSS. Ele ainda é apontado como proprietário de um grupo de tecnologia que contribuiu para fraudar as assinaturas dos aposentados em escala industrial.

Pela investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), Delecrode criou um sistema próprio de biometria para cometer as fraudes e aceitar os descontos indevidos. O empresário tem 28 anos e teria entrado para o esquema fraudulento seis anos atrás.

Diante do silêncio, o relator da CPI, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), propôs a apreensão imediata do celular dele. O requerimento foi aprovado em votação simbólica durante o depoimento, e Delecrode foi obrigado a retirar o celular do bolso e entregar nas mãos do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). O investigado se negou a informar a senha de acesso ao celular, e a CPI precisará de uma autorização da Justiça para extrair os dados do aparelho.

O celular, um iPhone 17 comprado recentemente, segundo Delecrode, foi lacrado pelo delegado da Polícia Federal que presta suporte à CPI do INSS. O investigado disse à comissão que o aparelho é novo porque seus outros celulares já foram recolhidos pela PF e pela Polícia Civil em etapas anteriores da investigação que se debruça sobre as fraudes nas aposentadorias e pensões pagos pelo INSS.

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