PolíticaLula'Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias', diz Lula

‘Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias’, diz Lula

Em meio a disputa de narrativas, foi a primeira vez que o presidente da República se manifestou sobre a megaoperação no RJ, que deixou mais de 120 mortos

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou na noite desta quarta-feira (29/10) pela primeira vez após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos, na última terça-feira (28/10), em meio a uma disputa de narrativas entre o governo federal e o estadual.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que “não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias” e defendeu um trabalho coordenado contra o tráfico de drogas sem colocar pessoas inocentes em risco. O petista ainda citou a Operação Carbono Oculto, realizada pela Polícia Federal, contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Me reuni hoje pela manhã com ministros do meu governo e determinei ao ministro da Justiça e ao diretor-geral da Polícia Federal que fossem ao Rio para encontro com o governador. Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”.

“Foi exatamente o que fizemos em agosto na maior operação contra o crime organizado da história do país, que chegou ao coração financeiro de uma grande quadrilha envolvida em venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro. Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas”, escreveu.

O presidente Lula convocou uma reunião com ministros para a manhã desta quarta-feira, no Palácio da Alvorada, para discutir a crise na segurança pública do Rio de Janeiro após a operação que resultou em pelo menos 120 mortos, na última terça-feira.

À tarde, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues se reuniram com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Após o encontro, eles anunciaram a criação de um escritório de combate ao crime organizado.

 

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