Começou a valer na última semana o corte do preço da gasolina anunciado pela Petrobras. A estatal reduziu o valor para as distribuidoras em 4,9%, o que, considerando a mistura com o etanol nos postos, poderia significar uma redução de até R$ 0,10 na bomba para o consumidor final. Na prática, o preço não baixou esse valor integralmente, mas o motorista encontra algum alívio no bolso para abastecer em Belo Horizonte.
O site de pesquisa Mercado Mineiro comparou os valores cobrados por 186 postos de BH e região entre o começo de outubro, antes do reajuste da Petrobras, e a última semana. Em média, o preço baixou R$ 0,07 e foi de R$ 6 para R$ R$ 5,93, isto é, 1,18% de redução e abaixo do que se esperava do corte da Petrobras.
Ainda assim, os postos já vinham baixando o preço do combustível antes do anúncio da estatal. Em meados de setembro, o preço médio na Grande BH era R$ 6,30, de acordo com o Mercado Mineiro. Ou seja, em pouco mais de um mês, o preço caiu 5,87%. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) avalia que a redução reflete as dinâmicas de concorrência do mercado, que não dependem somente da movimentação da Petrobras.
A variação entre postos é significativa: o preço mais baixo encontrado pelo Mercado Mineiro foi R$ 5,55. O mais alto, R$ 6,78, diferença de 22,16%. Agora, há um aumento previsto a partir de janeiro de 2026. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) terá um reajuste de R$ 0,10 por litro do combustível, sendo então fixado em R$ 1,57. É uma decisão independente da Petrobras, determinada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes dos governos estaduais e do federal.
Ao mesmo tempo, o preço do etanol também caiu, mas de forma mais discreta. O litro do combustível passou de R$ 4,29 para R$ 4,25, redução de 0,87%. O diesel permaneceu praticamente estável, com preço médio de R$ 6,02.


