O mês de setembro foi generoso para a maior parte das aplicações no Brasil. A análise é da consultoria Elos Ayta, que mostra que, entre as 13 principais referências do mercado, 11 fecharam no azul. O grande destaque foi o ouro, com uma valorização de 10,54%, mais que o dobro do segundo colocado, o índice de BDRs (que reúne recibos de ações estrangeiras negociados na B3), com alta de 3,96%.
O Bitcoin completa o pódio com +3,72%, seguido de perto pelo Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, com +3,40%. Até a tradicional poupança, conhecida pelo retorno modesto, teve resultado positivo (+0,68%).
As exceções ficaram por conta do euro (-1,66%) e do dólar (-1,99%), que foram os únicos a apresentar rentabilidade negativa no mês. Conforme a análise da Elos Ayta, esse é um sinal de que a força das moedas estrangeiras perdeu tração frente ao real neste momento.
Terceiro trimestre
De acordo com a análise da Elos Ayta, o comportamento do trimestre reforça a tendência vista em setembro. O ouro lidera com folga, acumulando alta de 17,09% entre julho e setembro. Em segundo lugar, o BDRX sobe 9,66%, um desempenho que indica aumento do apetite dos investidores brasileiros por empresas estrangeiras.
Acumulados do ano e 12 meses
Olhando para o acumulado de 2025 até setembro, a liderança continua dourada. O ouro dispara 47,19%, quase o dobro do retorno do segundo colocado (o índice de Small Caps, que reúne empresas menores da bolsa, com +27,31%).
O Ibovespa, com +21,58%, fecha o pódio. Conforme a análise da Elos Ayta, isso mostra que, mesmo com volatilidade e desafios econômicos, a renda variável brasileira tem sido um bom destino para o dinheiro ao longo do ano.
Já no acumulado de 12 meses, o Bitcoin dispara. Em 12 meses até setembro, a criptomoeda valorizou impressionantes 75,95%, bem à frente do ouro (+46,18%) e do BDRX (+22,04%).
Aqui, o Ibovespa (+10,94%) aparece com retorno modesto e, inclusive, abaixo do CDI (+13,25%), referência básica de renda fixa. A única aplicação negativa no período é o dólar Ptax (-2,38%), que também tem o pior desempenho na janela anual.
O mês de setembro trouxe também alguns marcos importantes para os investidores brasileiros. A citar:
- O IFIX, índice dos fundos imobiliários, encerrou o trimestre em seu maior nível da história: 3.589,44 pontos
- O Ibovespa e o IDIV bateram recordes no dia 23 de setembro, com 146.491,75 pontos e 10.576,74 pontos, respectivamente
- O BDRX também registrou sua máxima histórica, chegando a 24.365,20 pontos
- E o dólar Ptax marcou sua menor cotação do ano no dia 18 de setembro (R$ 5,30)
“Quem diversificou a carteira, misturando ativos de risco com proteções como ouro e até uma dose de criptomoedas, viu seu patrimônio crescer de forma mais consistente em 2025. O recado dos números é claro: no mundo dos investimentos, quem se mantém informado e sabe equilibrar risco e proteção tende a sair na frente”, sintetiza Einar Rivero, da Elos Ayta.


