PolíticaCongresso NacionalCâmara dos Deputados prioriza votação de urgências em segurança pública após desgaste

Câmara dos Deputados prioriza votação de urgências em segurança pública após desgaste

Presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que colocará em votação nesta terça-feira (30/9) oito requerimentos de urgência sobre o assunto

BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados vai deliberar, nesta terça-feira (30/9), oito requerimentos de urgência para projetos de lei voltados à área de segurança pública. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer incluir as propostas na pauta de votações dos próximos dias.

Segundo Motta, os requerimentos em análise têm o consenso dos 27 secretários estaduais de segurança do país. “Segurança é uma das principais preocupações dos brasileiros e também prioridade do Parlamento — e prioridade se constrói ouvindo, dialogando e agindo”, afirmou.

Motta não detalhou quais projetos devem ir a voto. Na prática, aprovar um requerimento de urgência significa acelerar a tramitação da proposta, que passa a ser analisada diretamente em plenário, sem a etapa das comissões. Isso permite que os deputados votem o texto mais rapidamente.

A ofensiva em torno da segurança pública ocorre após uma semana de desgaste para a Câmara dos Deputados. O episódio mais recente foi a derrota da PEC da Blindagem no Senado, que frustrou o centrão e expôs divisões entre as duas Casas legislativas.

Além disso, a Câmara enfrentou um impasse ao aprovar o regime de urgência para o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A decisão acelerou a tramitação da proposta. Porém, as articulações do tema perderam fôlego nos últimos dias. Mesmo com a pressão da oposição, o clima que prevalece é focado apenas na redução de penas.

Sob pressão interna e da opinião pública, Hugo Motta buscou reduzir a tensão e defendeu a necessidade de “retirar da pauta temas tóxicos” e direcionar os trabalhos para matérias capazes de gerar “entregas concretas” à sociedade brasileira.

“Chegou o momento de afastarmos de vez essas pautas tóxicas. Talvez a Câmara tenha vivido, na semana passada, um dos períodos mais difíceis e desafiadores. Mas este presidente que vos fala decidiu, junto com a Casa, encerrar essas discussões, porque ninguém aguentar mais”, declarou após atos contra à PEC da Blindagem.

 

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