A Itália e a Alemanha celebraram, na noite deste domingo (27), o acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, que prevê tarifas de 15% para as exportações europeias e evita uma guerra comercial, mas mostrou-se cautelosa enquanto aguarda mais detalhes.
“O acordo entre a UE e os Estados Unidos põe fim a uma fase de incerteza e evita uma guerra comercial. Vamos analisar todos os detalhes”, escreveu no X Antonio Tajani, chefe da diplomacia italiana.
Em declarações à imprensa durante uma visita à Etiópia, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse que “considera positivo que haja um acordo”, mas apontou: “Enquanto não vir os detalhes, não posso formular uma opinião mais ampla”.
“O governo italiano recebe favoravelmente o acordo”, que “evita uma guerra comercial no Ocidente com consequências imprevisíveis”, afirmaram conjuntamente em comunicado Meloni e seus vice-primeiros-ministros, Tajani e Matteo Salvini.
O acordo garante “a estabilidade, um aspecto fundamental para as relações entre os sistemas econômicos e as empresas”, acrescentaram.
A Itália depende fortemente das exportações de sua indústria, que representa cerca de um quarto de seu Produto Interno Bruto (PIB).
O presidente dos EUA, Donald Trump, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alcançaram um acordo aduaneiro neste domingo (27) em Turnberry, na Escócia, após uma reunião de uma hora.
Alemanha
O chanceler alemão, Friedrich Merz, saudou neste domingo (27) o acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, que prevê tarifas de 15% para as exportações europeias, e disse que o pacto “evita uma escalada inútil nas relações comerciais transatlânticas”.
“Também conseguimos preservar nossos interesses fundamentais, embora eu preferisse mais alívio no comércio transatlântico”, afirmou em um comunicado.
Os Estados Unidos são o maior parceiro comercial da Alemanha. “Este acordo evita um conflito comercial que teria impactado duramente a economia alemã”, acrescentou Merz.
Ele se mostrou tranquilo em relação à indústria automotiva, “onde as tarifas atuais, de 27,5%, serão quase reduzidas pela metade, passando a 15%”. “Nesse setor, a rápida redução das tarifas é de importância crucial”, comentou.
Além do setor automotivo, pilar da indústria alemã, os setores de química e máquinas dependem particularmente das exportações para os Estados Unidos.


