‘A meu ver é um crime sem precedentes e PEC da Segurança Pública pode ajudar a prevenir situações como essa’, disse ministro
BRASÍLIA – O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (12) que o assassinato do empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC, não deve ser federalizado, mas que as investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo podem ter “uma convergência no futuro”.
Ele acrescentou que a competência pela apuração criminal é na Polícia paulista e que a PF abriu inquérito para investigar o crime por envolver o Aeroporto de Guarulhos. “Num primeiro momento, não há a intenção de federalizar o caso”, disse.
Lewandowski aproveitou para defender da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para a Segurança Pública, que pretende reprimir a atuação de organizações criminosas no país.
“O assassinato no Aeroporto de São Paulo é uma coisa muito grave, não sabemos ainda se a mando de uma facção criminosa determinada, mas a meu ver é um crime sem precedentes e que merece uma investigação rigorosa e bastante enérgica. É claro que a PEC da Segurança Pública que estamos propondo ao presidente, pode ajudar a prevenir situações como essa, na medida em que há uma coordenação de esforços entre as diferentes esferas, e eventualmente, até mesmo reprimir crimes dessa natureza”.
O texto da PEC apresentada pelo Ministério da Justiça aos governadores agora está em análise pela Casa Civil. Ao ser questionado sobre a resistência de alguns governadores à proposta, Lewandowski ressaltou que as competências dos governos estaduais não serão alteradas, e que a PEC prevê o aumento das competências da Polícia Federal, assim como PRF poderá ser ostensiva, com atuação para além das rodovias.


