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Vereador candidato à reeleição é alvo de operação que investiga assassinato de cabo eleitoral

Homem morreu com 8 tiros, dentro do carro. Crime foi motivado por disputa na campanha em Campos, no Norte do rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil

BRASÍLIA – Um vereador candidato a reeleição é suspeito de envolvimento no assassinato de um cabo eleitoral em Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro. Aparecido Oliveira de Moraes, 69 anos, o Aparício, foi executado com 8 tiros dentro de seu carro, na Estrada de Campo Novo, em São Sebastião, na Baixada Campista, em 19 de julho.

Em operação desencadeada na manhã desta quarta-feira (18), policiais civis cumpriram 9 mandados de busca e apreensão. agentes vasculharam gabinetes da Câmara de Vereadores de Campos e estiveram em outros endereços.

O vereador Bruno Fernando Santos de Azevedo, o Bruno Pezão (PP), é um dos alvos. Ele foi levado para depor na delegacia de Campos, após ser preso em flagrante. Os investigadores apreenderam R$ 400 mil em espécie na casa do vereador, além de celulares, uma pistola automática e carregadores.

Além dele, também é investigado seu chefe de gabinete, Diego Maciel, e Adriano Piedade da Silva, um de seus assessores na Câmara de Campos. Ainda são alvos de buscas outros três homens.

Um desses homens é José Ricardo Rangel de Oliveira, conhecido como Ricardinho, preso no desde julho de 2010. Ele, que cumpre pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, é apontado como chefe do tráfico de drogas de Campo Novo e Barcelos.

“Bruno Pezão, na véspera do homicídio fez uma reunião política, um comício eleitoral em Campo Novo, no qual há vídeo que mostra o vereador fazendo uma videoconferência com Ricardinho, diretamente de dentro da cadeia, Bangu, e projetando a imagem de Ricardinho em um telão para os presentes”, informa a nota da 134ª Delegacia de Polícia Civil, que investiga a morte do cabo eleitoral.

A investigação concluiu que Aparecido foi assassinado porque estava fazendo campanha para o candidato a vereador Diego Dias, concorrente de Bruno Pezão. Batizada de Operação Pleito Mortal, a ação desta quarta-feira é acompanhada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Eleito vereador pelo PL em 2020, com 2.140 votos, ao iniciar sua vida política, Bruno Fernando Santos de Azevedo adotou o nome Pezão em homenagem ao seu pai, que era sargento da polícia militar em Campos, hoje já falecido.

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