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No Sudão em guerra, ONG denuncia estupros coletivos de meninas e mulheres de 9 a 60 anos

Human Rights Watch denuncia que pelo menos quatro morreram devido a ferimentos

Paramilitares e o Exército sudanês em guerra cometeram agressões sexuais generalizadas em Cartum e arredores, alertou nesta segunda-feira (29/07) a ONG Human Rights Watch (HRW).

Há quinze meses, o Exército sudanês, liderado pelo general Abdel Fatah al Burhan, e as Forças de Apoio Rápido, lideradas pelo general Mohamed Hamdan Daglo (ex-braço direito de Al Burhan), travam uma guerra que já deixou milhares de mortos e infraestruturas destruídas em todo o país.

A Human Rights Watch, com sede em Nova York, afirma que recolheu testemunhos de 42 profissionais de saúde e trabalhadores locais, que relataram 262 casos de violência sexual na capital sudanesa desde o início da guerra, em abril de 2023, até fevereiro de 2024.

As principais vítimas são “mulheres e meninas entre nove e 60 anos”, que sofreram “estupros e estupros coletivos”, denunciou a organização em um relatório publicado nesta segunda-feira.

Segundo profissionais de saúde entrevistados pela HRW, “pelo menos quatro mulheres morreram” devido aos ferimentos.

As Forças de Apoio Rápido foram acusadas de “estupros individuais e coletivos e também de obrigar ao casamento mulheres e meninas nos bairros residenciais” do Sudão, disse Laetitia Bader, vice-diretora da HRW para África.

Embora sejam “menos numerosos”, os casos atribuídos ao Exército denunciados à ONG “aumentaram” desde que “assumiu o controle de Omdurman”, um subúrbio no nordeste de Cartum, no início de 2024.

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