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Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
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16/10/2026 às 14:41
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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, negou em depoimento à Polícia Federal que seus negócios com o Banco de Brasília (BRB) tenham levado a um prejuízo de R$ 12 bilhões e que a operação Compliance Zero, que descobriu as fraudes financeiras supostamente cometidas por ele, foi deflagrada de forma “açodada”.
As declarações foram dadas durante a terceira oitiva à autoridade policial na tarde de quinta-feira (15), por cerca de quatro horas, em que considerou como inexistentes as acusações relativas aos negócios com o banco estatal do Distrito Federal. Vorcaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
“Decorrido quase um ano desde o início das apurações, as investigações demonstram categoricamente que a versão inicial divulgada não se sustenta no plano factual ou jurídico”, afirmou de acordo com um comunicado emitido por seus advogados à imprensa.
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De acordo com sua defesa, as informações foram prestadas à Polícia Federal “de forma colaborativa” em que ele respondeu a todas as perguntas formuladas “prestando esclarecimentos decisivos para a elucidação dos fatos”. Durante o depoimento, Daniel Vorcaro negou que tenha gerado qualquer prejuízo ao BRB e aos seus clientes.
Pelo contrário, o ex-banqueiro afirma que a “troca de ativos” gerou “resultados positivos” para o banco estatal. A investigação da Polícia Federal apontou que o Master teria vendido R$ 12,2 bilhões ao BRB em carteiras de crédito sem lastro e supervalorizadas.
“A difícil situação enfrentada pela instituição financeira decorre da própria deflagração açodada da Operação Compliance Zero, que envolveu a instituição num enredo falso de suposta fraude bilionária, abalando a confiança indispensável para regular funcionamento de um banco”, pontuou.
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A defesa de Vorcaro afirma, ainda, que a venda dos títulos que pertenciam à Tirreno Consultoria não chegou a ser concluída, o que elimina qualquer suspeita de irregularidade nos negócios do Master com o BRB. A investigação da Polícia Federal, no entanto, apontou que a empresa teria sigo criada como um negócio de fachada para “fabricar” as carteiras de crédito fraudulentas.
“Sem qualquer prova da prática de ilícitos ou de fraude, o inquérito relativo às operações entre o Banco Master e o BRB deve ser arquivado. Nesse contexto de completa ausência de avanço instrutório que confirme as suspeitas iniciais, torna-se urgente e imperativa a revogação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro”, completou a defesa do ex-banqueiro.
Por conta disso, os advogados pediram o arquivamento do inquérito e a revogação da prisão de Vorcaro. O empresário está preso desde março pela segunda vez, e teve duas propostas de delação premiada negadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A autoridade policial e o órgão do governo afirmaram que as informações prestadas não ajudariam a avançar nas investigações, inclusive com a omissão de dados que já haviam sido apurados.
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Fonte: Gazeta Política


