PolíticaValdemar e Michelle discutem futuro do PL após Flávio deixar o país

Valdemar e Michelle discutem futuro do PL após Flávio deixar o país

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Eleições 2026

Alexandre Garcia

Por Camila Abrão

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27/10/2026 às 23:50

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, recebeu nesta terça-feira (27) a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) para debater o “futuro do partido”. O encontro ocorreu no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, dois dias após perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente", disse Valdemar em uma publicação nas redes sociais, que incluía uma foto dos dois na sede do partido.

"Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil", acrescentou. Mais cedo, o dirigente convocou uma reunião de emergência com parlamentares do PL depois que a viagem de Flávio foi divulgada pela imprensa.

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No dia anterior, o senador havia dito que não pensava em deixar o país após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes e proibi-lo de deixar o país.

Depois da reunião, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, disse ter ficado surpreso com a decisão do aliado e questionou a ordem de Moraes.

A ex-primeira-dama comentou uma notícia que dizia que, procurada por aliados, ela teria confirmado que o enteado saiu do Brasil. “Procurada??? Eeeeita, fofoca!!!”, disse Michelle em um post nos stories do Instagram.

Flávio, a esposa e suas duas filhas teriam deixado o país pela Argentina e seguido para os Estados Unidos. Diversos jornais afirmam que o senador já teria desembarcado e sido recebido pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Flórida. Segundo a imprensa americana, o governo de Donald Trump concederá vistos para Flávio e sua família.

Família Bolsonaro é alvo frequente de Moraes

A ordem de apreensão dos passaportes de Flávio ocorre após uma sequência de medidas judiciais impostas pelo ministro Alexandre de Moraes a integrantes da família Bolsonaro.

Em julho de 2025, antes da condenação de Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe, Moraes determinou buscas na residência do ex-presidente, impôs o uso de tornozeleira eletrônica e estabeleceu restrições à comunicação e ao uso de redes sociais.

No mês seguinte, converteu as cautelares em prisão domiciliar, sob a alegação de descumprimento das ordens judiciais. Em novembro, decretou a prisão preventiva do ex-presidente.

Em julho de 2026, publicações de Flávio nas redes sociais foram usadas para impor restrições às visitas a Jair Bolsonaro. O senador, então pré-candidato, divulgou uma carta do ex-presidente que o apresentava como porta-voz do pai e pedia apoio à sua pré-candidatura à Presidência.

O ministro entendeu que a divulgação contornava a proibição de manifestações políticas por terceiros imposta a Jair e suspendeu as visitas de Flávio ao ex-presidente por 90 dias, período que ultrapassava o primeiro turno das eleições. As visitas foram retomadas em meados de outubro.

Moraes também iniciou uma investigação contra Eduardo Bolsonaro por sua atuação nos Estados Unidos em favor do pai. O ex-deputado foi condenado pelo STF por coação no curso do processo e, após o trânsito em julgado, o ministro determinou a expedição de mandado de prisão (de quatro anos e dois meses), a suspensão dos direitos políticos e o cancelamento dos passaportes de Eduardo, que está nos EUA.

Em outro processo, também relatado por Moraes, Eduardo foi condenado, em setembro deste ano, por declarações contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), feitas quando ele ainda era deputado, em 2021.

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Fonte: Gazeta Política

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