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Por Gazeta do Povo Lab
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23/10/2026 às 01:00
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O Tribunal de Contas da União analisa indícios de irregularidades em um contrato de R$ 42,9 milhões para a compra de insulina humana pelo Ministério da Saúde. O foco da apuração, iniciada em outubro de 2026, recai sobre a empresa Biomm S/A e sua ligação com o empresário Daniel Vorcaro. A investigação apura se houve favorecimento na definição de preços e na reabertura atípica de um pregão.
Como a investigação sobre a compra de insulina começou no TCU?
Tudo começou com uma denúncia anônima baseada em registros internos do Ministério da Saúde. O caso envolve o Pregão Eletrônico 90011/2024. O TCU investiga por que o preço de referência do medicamento subiu 52% em apenas nove dias após uma tentativa anterior de compra ter fracassado. A suspeita é que o novo valor tenha sido ajustado exatamente para coincidir com o que a empresa Biomm, ligada ao empresário Daniel Vorcaro, desejava receber. O ministro Augusto Nardes é o relator do processo, que corre sob sigilo para examinar se cada decisão administrativa seguiu a lei.
Quais são as suspeitas de irregularidades no processo de licitação?
Existem pontos bem estranhos que os técnicos estão analisando. Primeiro, a Biomm foi a única a participar do novo certame e, logo depois de vencer, desistiu alegando que o fabricante indiano não garantiu prazos. O normal seria punir a empresa com sanções administrativas, o que chegou a ser pedido por servidores do ministério. No entanto, em vez de punição, o governo permitiu que a empresa voltasse atrás na desistência e ficasse com o contrato milionário. O TCU quer entender por que o pregão foi reaberto de forma tão favorável à fornecedora sem justificativas documentadas.
Qual é a relação de Daniel Vorcaro e integrantes do governo nesse caso?
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro revelam uma proximidade com figuras influentes. Entre os citados estão o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, sócio da Biomm, e Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde. As conversas mencionam jantares não oficiais e reuniões com a alta cúpula do governo. Em uma das mensagens, Mares Guia afirma que um indicado para a Anvisa era aliado do grupo. Essas relações agora são peças-chave para o TCU verificar se houve tráfico de influência ou repasse de informações privilegiadas que pudessem beneficiar o negócio da insulina no SUS.
O que as partes envolvidas dizem sobre as acusações de favorecimento?
A Biomm declarou publicamente que não foi notificada pelo TCU e defende que sua participação em licitações segue rigorosamente as leis e as regras de transparência. A empresa afirma que todos os seus atos são públicos e motivados. Já os membros do governo citados nas mensagens, como Alexandre Padilha e Olavo Noleto, não se manifestaram sobre o jantar mencionado ou sobre as suspeitas específicas da licitação. A Secretaria de Comunicação da Presidência confirmou apenas um encontro institucional entre Lula e Vorcaro, afirmando que nenhum assunto privilegiado foi tratado na ocasião.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Política


