Receba notícias por email
Banco Master
Banco Central
Por Gazeta do Povo Lab
Por Gazeta do Povo Lab
Por Gabriel Sestrem
Por Gabriel Sestrem
06/10/2026 às 13:20
06/10/2026 às 13:20
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, o Senado inicia a análise da PEC que reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas, extinguindo a escala 6×1. A proposta, que já passou pela Câmara, avança sob forte resistência de entidades empresariais. Setores de comércio e indústria alertam para o aumento imediato de custos operacionais e potenciais prejuízos à economia brasileira.
Como a redução da jornada afeta os custos das empresas?
Empresas que precisam funcionar todos os dias, como supermercados e farmácias, enfrentarão um aumento direto de despesas. Como a redução da carga horária não gera receita nova para o varejo, o empresário precisará contratar mais funcionários, pagar horas extras ou aceitar uma queda na produtividade. Um estudo indica que, para grandes redes de supermercados, o impacto pode reduzir em média 12% o lucro operacional. Em pequenos negócios, o desafio é ainda maior, podendo forçar o dono a assumir o balcão sozinho nas folgas dos empregados ou até mesmo reduzir o horário de funcionamento.
Quais são os riscos para os preços pagos pelo consumidor?
Existe um receio real de que o aumento dos custos trabalhistas seja repassado aos produtos e serviços. Economistas avaliam que esse movimento pode ser sentido nas prateleiras e nos serviços nos próximos meses caso a mudança seja aprovada. Como o setor produtivo terá que absorver gastos com novas contratações para cobrir a redução das horas, o repasse de preços acaba sendo uma das ferramentas para manter o fluxo de caixa equilibrado. Além do impacto no bolso de quem compra, especialistas alertam que a medida pode elevar a informalidade no mercado de trabalho brasileiro.
O que dizem os estudos sobre o impacto econômico e no emprego?
Diferentes institutos apontam cenários preocupantes para a economia. O Centro de Liderança Pública estima que a mudança sem corte salarial pode eliminar cerca de 640 mil empregos formais, além de causar um rombo de R$ 88 bilhões na atividade econômica. Já o FGV Ibre calculou uma perda imediata de 2,6% na economia nacional. O dado mais alarmante vem da Fiemg, que projeta perdas de faturamento de até R$ 2,9 trilhões, o que equivale a 16% do PIB de 2024. Esses números refletem a rigidez da proposta frente ao cenário de empresas que já operam com margens de lucro bastante apertadas.
Por que entidades empresariais pedem o adiamento da votação?
Entidades como a CNC iniciaram uma mobilização para evitar que o quórum de votação seja atingido nesta semana. O argumento central é que uma mudança constitucional tão profunda não deve ser decidida sob influência do calendário eleitoral, para evitar que interesses políticos contaminem a análise técnica. Com o lema 'Agora não', o setor produtivo pede cautela e defende que o debate ocorra somente após o fim das eleições de 2026. A ideia é garantir que os efeitos sobre empresas, trabalhadores e a inflação sejam discutidos com base no cenário econômico real e não em promessas de campanha.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
VEJA TAMBÉM:
Pressa para aprovar fim da escala 6×1 ameaça empresas e pode subir preços
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Com vantagem sobre Lula, Flávio mobiliza aliados e busca ampliar base no 2º turno
Flávio avança para 2º turno com apoio de 10 governadores; Lula tem cinco
Quando saem as primeiras pesquisas para presidente no 2º turno
Marinho diz a Fachin que “não haverá vingança” e nem omissão em governo de Flávio contra o STF
Tudo sobre:
Empregos
Escala 6×1
Indústria
Lula
Para entender
Senado
Trabalho
Varejo
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Economia


