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Por Vinicius Macia
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08/10/2026 às 11:23
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse nesta quinta-feira (8) que espera que seu partido, o MDB, formalize apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. A declaração ocorreu em entrevista à Rádio Eldorado.
"A minha expectativa é que nos próximos dias a gente faça algum anúncio de apoio ao Flávio. Ninguém aguenta mais nesse governo do jeito que está", afirmou o prefeito.
Flávio já conseguiu o apoio do Republicanos e da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Ambos optaram pela neutralidade no primeiro turno. Já o partido Novo, que lançou Romeu Zema (Novo), agora segue com o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O mais recente apoio, do Podemos, rompe um padrão de neutralidade: o Podemos não havia escolhido candidato no segundo turno nem em 2018 nem em 2022.
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Partido ficou neutro no primeiro turno
No primeiro turno, o MDB optou pela neutralidade em nível nacional, mas liberou seus diretórios. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conseguiu se reeleger no primeiro turno tendo o MDB paulista como apoiador. Para Nunes, o apoio massivo das instâncias inferiores pode fazer com que a executiva nacional repense.
"O MDB não pode se furtar de sua responsabilidade. Lógico que é um partido muito grande, tem todas as suas peculiaridades, mas nós temos 27 estados, portanto 27 diretórios, até ontem a gente já tinha 15 diretórios que declaram apoio ao Flávio, então a gente já tem a maioria", pontuou.
Em contrapartida, o PSD, de Ronaldo Caiado, optou pela neutralidade. A legenda acumula prefeituras ao redor do país, mas perdeu espaço no Senado nestas eleições, passando de 14 para cinco cadeiras. Renan Santos (Missão) também já adiantou que não escolherá nenhum dos lados.
Já a federação formada por PSDB e Cidadania, apesar de inclinada a Flávio, não firmou posição até o momento. Terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury (Avante) ainda evita cravar apoio a algum dos lados.
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Decisão do MDB pode quebrar tendência de neutralidade
Do outro lado, o presidente Lula (PT) recebe apoio de partidos de esquerda: PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede, PDT, PCB e PSTU. Quatro dias depois do primeiro turno em 2022, Lula já reunia 15 partidos formalmente. Agora, à mesma altura, são apenas nove apoios consolidados.
O MDB de Ricardo Nunes possui uma posição peculiar no tabuleiro político. Se o partido formalizar apoio a Flávio, será a primeira vez desde 2014 que o partido adota nacionalmente uma candidatura em um segundo turno presidencial.
A sigla lançou Simone Tebet à Presidência em 2022. Após o primeiro turno, Lula conseguiu seu apoio e ela virou Ministra do Planejamento e Orçamento. A própria legenda, no entanto, manteve-se neutra.
O partido foi parte do governo de Dilma Rousseff (PT) por meio do então vice-presidente Michel Temer (MDB). Com o impeachment, os petistas passaram a se opor a Temer, visto como peça central no que seguem classificando como "golpe".
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Fonte: Gazeta Política


