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Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
05/10/2026 às 08:55
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O presidente do governo da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5) a dissolução do Parlamento e a antecipação das eleições gerais no país europeu, que estavam previstas para 2027 e agora serão realizadas no próximo dia 29 de novembro.
A medida foi anunciada após meses de desgaste do premiê de esquerda, devido a fatores como a crise migratória no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, e os escândalos de corrupção envolvendo membros do seu partido, o Socialista Operário Espanhol (PSOE), do seu governo e até familiares, como sua esposa, Begoña Gómez.
A gota d’água para Sánchez tomar a decisão de antecipar as eleições foi a derrota na última sexta-feira (2) no Parlamento espanhol de dois decretos sobre habitação apresentados por seu governo, e a mobilização social provocada pelo despejo em Madri de uma mulher de 87 anos da casa onde morava.
Segundo informações da agência EFE, em um pronunciamento no Palácio da Moncloa, sede da presidência espanhola, Sánchez defendeu o trabalho de seu governo durante a legislatura e convocou os espanhóis a decidirem se querem que a Espanha se junte ao que chamou de “onda de extrema-direita” ou se desejam que o país continue sendo “um bastião de abertura, de justiça social e de responsabilidade ambiental”.
Sánchez, que informou no domingo (4) ao rei Filipe VI sobre a antecipação eleitoral, alegou que seu governo tomou “medidas corajosas” durante estes anos para reforçar o Estado de bem-estar social, sem “sacrificá-lo” para um aumento dos gastos militares para 5% do PIB, como exigem os Estados Unidos e a Otan, e também para construir “um mundo melhor” frente ao que chamou de “tiranos”, “tecnooligarcas” e “genocidas”.
O conservador Partido Popular (PP) tem liderado as pesquisas para a eleição geral na Espanha e pode formar uma coalizão com a legenda de direita nacionalista Vox, terceira nos levantamentos (atrás do PSOE), para voltar a governar o país.
Em 2023, Sánchez, que está no cargo desde 2018, já havia antecipado em alguns meses a eleição espanhola, depois que seu partido perdeu importantes eleições regionais.
O PSOE perdeu a votação nacional para o PP, mas este não conseguiu formar um governo, o que abriu caminho para que Sánchez continuasse no poder com apoio de legendas regionalistas e separatistas, como o catalão Junts – cuja retirada de apoio ao governo em votações importantes, como as de sexta-feira, foi decisiva para a nova antecipação das eleições.
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Fonte: Gazeta Mundo


