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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Vinicius Macia
Por Vinicius Macia
07/10/2026 às 14:00
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Atualizado em07/10/2026 às 14:22
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Apuração em andamento
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques afirmou, por meio de sua assessoria, que não analisará a revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do segundo turno das eleições. A manifestação, obtida pela CNN Brasil nesta quarta-feira (7), afasta, ao menos até o fim do período eleitoral, a possibilidade de uma liminar para suspender a prisão do ex-presidente.
Segundo a assessoria, a espera busca evitar interferência no processo eleitoral. Nunes Marques apresentou argumento semelhante em setembro, quando se declarou impedido de participar do julgamento sobre uma eventual investigação das relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na ocasião, afirmou que o caso poderia impactar o cenário político-eleitoral e citou sua condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O gabinete também ressaltou que o processo ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). Depois que estiver pronto para julgamento, Nunes Marques pretende levar o caso ao Plenário do Supremo. Caso a análise ocorra em sessão presencial, caberá ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir a data.
"O Ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso. O caso ainda está pendente de parecer da PGR, mas, quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente. E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal", diz o texto.
Nunes Marques é o relator de duas revisões criminais em favor de Bolsonaro. A primeira foi protocolada em maio e questiona a competência da Primeira Turma e as provas de que o ex-presidente teria papel de liderança no suposto plano golpista.
O caso foi distribuído a Nunes Marques por sorteio, com a Primeira Turma excluída. O Regimento Interno do Supremo determina que, "se a decisão embargada for de uma Turma, far-se-á a distribuição dos embargos dentre os ministros da outra".
No dia 24 de setembro, a defesa de Bolsonaro pediu a desistência de um pedido de liminar protocolada no mesmo dia para suspender a pena. Desde então, o caso está concluso ao relator, ou seja, aguardando um pronunciamento de Nunes Marques.
No dia seguinte, a defesa protocolou outra revisão criminal, que foi distribuída ao mesmo ministro por prevenção (conexão temática). Os advogados transportam para o novo processo o pedido de liminar. Esta, porém, não é a única diferença: a defesa foca nas provas e nas investigações. Cita o caso Master e as relações entre o ministro Alexandre de Morae e Daniel Vorcaro para falar sobre limites na atuação dos magistrados em investigações. Além disso, aponta falhas na cadeia de custódia das provas digitais.
Mais informações em instantes.
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Fonte: Gazeta Política


