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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
15/10/2026 às 07:37
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou de forma indireta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “faraó” e projetou ir à posse de Flávio Bolsonaro (PL), que enfrenta o mandatário petista no segundo turno da eleição presidencial no Brasil, marcado para o próximo dia 25.
O premiê fez os comentários nesta quarta-feira (14), durante uma recepção no Ministério das Relações Exteriores israelense para celebrar a abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, transferida de Tel Aviv, uma promessa do novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella.
No seu discurso, Netanyahu afirmou que em 2017 descobriu que “nenhum primeiro-ministro de Israel, ao longo de quase 70 anos de nossa história, havia viajado ao sul do Texas”, o que o fez dar maior atenção à América Latina.
“Os primeiros lugares que visitamos — eu e Sara [sua esposa] — foram três: Colômbia, Argentina e México. Foi uma visita excelente; fomos recebidos com muita cordialidade em cada um desses países. Aliás, um ano depois, creio que fomos a um país pequeno chamado Brasil, para a posse do presidente [Jair] Bolsonaro. Quem sabe? Talvez voltemos a fazê-lo”, disse Netanyahu, mais uma vez manifestando sua torcida pela vitória de Flávio.
Ao chamar o Brasil de “país pequeno”, o premiê deu um sorriso, claramente fazendo uma brincadeira com a grande dimensão do país, sem tom de desrespeito.
Em seguida, Netanyahu alfinetou governos de esquerda, como os de Gustavo Petro na Colômbia (2022-2026) e de Lula, que afastaram países latino-americanos de Israel. Nesse trecho, o premiê chamou esses líderes de faraós, ainda que sem citá-los diretamente.
“Esses laços profundos acabaram se perdendo, sendo completamente desviados de seu curso. Na Argentina, no México, no Brasil e, lamento dizer, também na Colômbia, surgiram novos faraós que não conheciam Josué, Gideão ou Benjamin. Tudo foi ladeira abaixo devido à aliança global woke”, criticou Netanyahu.
“Mas agora, devo dizer que algo notável está acontecendo na América Latina. Tudo está retornando. A grande amizade, a profunda simpatia entre nossos povos. Uma amizade verdadeira”, afirmou, citando a onda de eleições de presidentes de direita na América Latina, que têm restabelecido laços com Israel.
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Fonte: Gazeta Política


