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Por Guilherme Grandi
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08/10/2026 às 09:58
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) endureceu o discurso de campanha e voltou a cobrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o PL a votarem a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, que começou a ser discutida nesta semana no Senado.
Os parlamentares realizam nesta quinta-feira (8) a terceira rodada de discussões, que deve ter mais duas na semana que vem com expectativa de votação no dia 15.
“Quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e a pedir para o PL votar favorável”, afirmou Lula em uma reunião com apoiadores da véspera.
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Lula também criticou a proposta alternativa de Flávio Bolsonaro que estabelece uma negociação entre patrões e trabalhadores por horas trabalhadas em vez de cinco dias de trabalho para dois de descanso. O petista classificou esse modelo como um “acordo leonino”.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, tem criticado a proposta do governo e defendido que a discussão ocorra depois das eleições. Já o líder da oposição no Senado e coordenador da campanha do candidato, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a bancada ainda não definiu posição e defende uma escala flexível.
Para Flávio Bolsonaro, a proposta em discussão tem caráter eleitoreira e oportunista. No entanto, ele não revelou se votará a favor ou contra e se/como deve orientar a bancada do PL no Senado.
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PEC da Segurança
Além de endurecer o tom em relação ao fim da escala 6×1, Lula também cobrou o Senado para aprovar a PEC da Segurança Pública, que prevê ampliar a participação da União no combate ao crime organizado. O presidente defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e afirmou que os estados não deram conta de enfrentar sozinhos o problema dentro do modelo definido pela Constituição de 1988.
“Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui pra frente”, disse.
Na avaliação do presidente, a mudança constitucional deverá ampliar a atuação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal no enfrentamento ao crime organizado. Entre as medidas citadas está a transformação de 138 presídios regionais em unidades de segurança máxima, com o objetivo de impedir a atuação de organizações criminosas dentro do sistema prisional.
“Nós estamos transformando 138 presídios regionais, onde o Comando Vermelho e o PCC comandam o crime, em cadeia de segurança máxima, para que a gente possa acabar com o crime”, completou.
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Fonte: Gazeta Política


