Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Diógenes Freire Feitosa
Por Diógenes Freire Feitosa
15/10/2026 às 16:33
15/10/2026 às 16:33
Atualizado em15/10/2026 às 17:54
Atualizado em
15/10/2026 às 17:54
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O senador Camilo Santana (PT-CE), líder do PT no Senado, protocolou nesta quinta-feira (15) uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos.
A iniciativa contraria a orientação do governo Lula e provocou divergências entre integrantes da base governista, que defendem a aprovação do texto sem alterações para evitar atrasos na tramitação.
A proposta de Camilo busca apresentar uma alternativa à emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e aliado do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Marinho propõe mudanças mais amplas nas regras da maioridade penal, incluindo a possibilidade de responsabilização penal de adolescentes a partir dos 14 anos em situações específicas.
A PEC da Segurança Pública deve ser votada pelo plenário do Senado. Caso os senadores aprovem mudanças no texto enviado pela Câmara dos Deputados, a proposta precisará retornar à Casa para nova análise.
Resistência dentro do PT
A apresentação da emenda de Camilo expôs divergências dentro do próprio PT sobre a redução da maioridade penal.
Embora o senador tenha protocolado a proposta, parte da bancada petista se opõe à mudança.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), confirmou à CNN Brasil a resistência interna à iniciativa.
“O Camilo apresentou uma emenda nesse sentido. (Mas) a bancada do PT está contra essa emenda do Camilo”, afirmou.
A posição contrária à redução da maioridade penal acompanha o histórico do partido sobre o tema.
Em manifestações anteriores, a bancada do PT na Câmara dos Deputados defendeu a manutenção da inimputabilidade penal até os 18 anos, prevista na Constituição Federal, sob o argumento de que a mudança contraria garantias fundamentais.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também defendeu a aprovação da PEC sem alterações.
Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (15), ela afirmou que o entendimento para votar o texto sem emendas já estava estabelecido antes da iniciativa de Camilo.
“O acordo para que a PEC fosse aprovada, e será, sem emendas, precede a apresentação da emenda do senador Camilo Santana”, declarou Leitão.
Lula quer acelerar votação da PEC
Lula orientou aliados a rejeitar mudanças na PEC da Segurança Pública para evitar que a proposta retorne à Câmara dos Deputados.
O relator no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), conduz a análise do texto, que o governo pretende aprovar sem modificações de mérito.
A alteração da proposta exigiria nova votação pelos deputados e poderia atrasar a conclusão da tramitação.
O governo quer concluir o processo antes do segundo turno da eleição presidencial e associar a aprovação da PEC à criação do Ministério da Segurança Pública.
O que prevê a proposta da oposição
A emenda apresentada por Rogério Marinho propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e prevê a responsabilização a partir dos 14 anos em situações específicas, como crimes hediondos e outros delitos graves.
A iniciativa recoloca o tema no centro da disputa política sobre segurança pública.
Atualmente, a Constituição Federal estabelece, no artigo 228, que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e ficam sujeitos à legislação especial, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
VEJA TAMBÉM:
Fim da escala 6×1 pode levar país a nova onda de falências em 2027
Lula hipoteca futuro do brasileiro
Indústria pede revisão da PEC do fim da escala 6×1 e estima custos extras de R$ 267 bilhões
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Fim da escala 6×1 pode levar país a nova onda de falências em 2027
Aposta de Lula na PEC 6×1 esbarra na rejeição ao governo e na resistência da Classe C
Por que apoio de Temer a Flávio inflama debate sobre negociação fora dos autos
A ofensiva de Lula sobre eleitores de direita contra Flávio no 2º turno
Tudo sobre:
Camilo Santana
Flávio Bolsonaro
José Guimarães
Lula
Maioridade penal
Partido dos Trabalhadores (PT)
Partido Liberal (PL)
Rogério Marinho
Segurança Pública
Senado
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


