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Le Pen lança campanha presidencial na França e promete restaurar a ordem após onda de violência

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Por John Lucas

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26/10/2026 às 23:38

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A líder da direita francesa Marine Le Pen lançou oficialmente sua campanha para a Presidência da França em 2027, neste domingo (25), prometendo restaurar a ordem pública e endurecer o combate à criminalidade e à imigração ilegal. O anúncio ocorreu durante um evento do partido Reagrupamento Nacional (RN), em Orléans, diante de cerca de 8,5 mil apoiadores, em meio à onda de protestos violentos que atingiu diversas cidades francesas nas últimas semanas.

Le Pen citou os episódios de violência registrados durante as manifestações para criticar o governo do presidente Emmanuel Macron, que, segundo ela, perdeu a capacidade de garantir a segurança da população.

"Vamos restabelecer o Estado de Direito", declarou a candidata, que disputa a Presidência pela quarta vez. Ela também questionou a atuação das autoridades diante dos saques, incêndios e confrontos registrados durante os protestos.

"Quem pode afirmar que existe Estado de Direito quando hordas vêm saquear e incendiar nossos edifícios?", perguntou Le Pen durante o discurso.

A declaração foi uma referência aos distúrbios ocorridos nos dias 17 e 24 deste mês, quando manifestações violentas terminaram em confrontos com policiais, depredações e incêndios. No sábado (24), mais de 400 mil pessoas participaram de protestos em diferentes cidades francesas, segundo as autoridades. A polícia registrou 1.314 prisões.

Diante desse cenário, Le Pen prometeu adotar uma política de tolerância zero contra criminosos e responsabilizar financeiramente os envolvidos em depredações. A líder do RN defendeu que os responsáveis pelos danos provocados durante manifestações sejam obrigados a ressarcir integralmente os prejuízos.

"Se tiverem que pagar por toda a vida, pagarão por toda a vida", afirmou a candidata, sob aplausos de seus apoiadores.

A imigração também ocupou parte importante do discurso da noite. Le Pen prometeu reforçar o controle sobre a entrada de estrangeiros na França, expulsar criminosos estrangeiros e recuperar a autonomia francesa sobre as políticas migratórias atualmente submetidas a regras da União Europeia (UE).

"Restabeleceremos nossas fronteiras e até mesmo uma dupla fronteira, francesa e europeia", declarou. A candidata também defendeu mudanças nas regras de concessão da cidadania francesa, afirmando que a nacionalidade deve voltar a ser um privilégio herdado ou conquistado.

O presidente do Reagrupamento Nacional, Jordan Bardella, também discursou durante o evento e acusou o partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon, de alimentar os confrontos registrados nas ruas do país.

Segundo Bardella, a esquerda radical está "atiçando as chamas da insurreição" e demonstrou não ter condições de assumir o comando da França. O dirigente prometeu endurecer o combate às organizações criminosas e reduzir para 16 anos a idade de responsabilização penal.

O lançamento da campanha ocorreu sob forte esquema de segurança. Cerca de 3 mil integrantes das forças policiais e dos serviços de emergência foram mobilizados em Orléans durante o fim de semana. No sábado, milhares de manifestantes ligados a sindicatos e movimentos de esquerda protestaram contra a realização do congresso do RN.

Apesar das críticas ao governo e das propostas de endurecimento das leis, Le Pen procurou apresentar sua candidatura como o início de uma nova etapa para o país.

"Não estamos propondo ao país um retorno ao passado, mas o início de uma nova era", afirmou.

A candidata também prometeu reduzir impostos, aliviar o custo da energia para as famílias e fortalecer a indústria francesa. Le Pen indicou que pretende nomear Bardella primeiro-ministro caso vença a eleição presidencial, marcada para abril e maio de 2027. O pleito marcará o fim dos dois mandatos consecutivos de Emmanuel Macron, que está impedido pela Constituição francesa de disputar uma nova reeleição imediata.

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Fonte: Gazeta Mundo

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