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Por Luisa Purchio
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13/10/2026 às 22:26
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Diante de um salão lotado por representantes do empresariado paulista e por dirigentes de entidades do comércio, da indústria e do agronegócio com alcance nacional, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez, sob aplausos, uma série de acenos ao setor produtivo nesta terça-feira (13).
A 12 dias do segundo turno, o senador disse que, em um eventual governo, tomará medidas para aliviar a vida de quem empreende. "No meu governo vai ter muito mais Tarcísios e Danis e muito menos Haddads e Dilmas. Com pessoas sérias que vão me ajudar muito para tirar o peso para quem quer empreender", afirmou no "Grande Encontro do Associativismo", no Clube Atlético Monte Líbano.
Flávio mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a porta-voz econômica da campanha, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, ambos presentes no evento. Em sua fala, o candidato contrapôs os dois ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e à ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Ele também contrapôs a sua candidatura à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Ele está disputando o poder, eu não, estou disputando o futuro do meu Brasil", declarou. Flávio ainda disse que só precisa de um mandato para "recolocar o Brasil no caminho da prosperidade".
No palco, Tarcísio avalizou o aliado e o seu projeto, comparando-o ao pai. "Tenho certeza que ele vai ser maior que o pai", comentou.
Tenho certeza que ele vai ser maior que o paiTarcísio de Freitas, governador de São Paulo
Tenho certeza que ele vai ser maior que o pai
Flávio contou que, ao assumir a candidatura, disse a Tarcísio que os eleitores veriam "um Bolsonaro diferente". "Com todo o respeito ao presidente Bolsonaro, ao meu pai, eu sempre disse o seguinte: todo mundo que tentou ser igual ao Jair Bolsonaro se deu mal", afirmou.
"Como é que você compara um filho do Pelé com o Pelé? Não dá", disse o candidato. Ele complementou que "essa eleição de 2026 parece que pede alguém mais próximo [do perfil] de Flávio do que lá em 2018, que os eleitores estavam esperando alguém mais próximo [do perfil] de Jair".
Promovido pelo Sistema do Associativismo e fechado a convidados, o encontro reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a estimativa dos organizadores. Também estavam no salão o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), a primeira-dama da capital paulista e deputada estadual eleita, Regina Carnovale Nunes (MDB), além do senador eleito Guilherme Derrite (PP).
Representando o empresariado e o setor produtivo, estavam presentes o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alfredo Cotait Neto, o presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, e a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Cláudia Badra.
Capital político de Tarcísio e visita ao pai marcam discurso de Flávio Bolsonaro
O discurso reforçou a aposta de Flávio no capital político de Tarcísio, reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos no maior colégio eleitoral do país e presente nas agendas do candidato em São Paulo desde então.
O senador contou que, ao receber do pai a missão de disputar a Presidência, a primeira coisa que fez foi procurar Tarcísio, que, segundo ele, também tinha naquele momento a expectativa de ser candidato ao Planalto. "A minha relação com ele é muito direta, muito respeitosa e de admiração por esse cara, que é o melhor governador que São Paulo já viu", disse.
Flávio lembrou que foi Jair Bolsonaro quem deu a Tarcísio, que nunca havia disputado uma eleição, a missão de concorrer ao governo paulista. "Então, quando meu pai me dá aquela missão naquele momento, eu vou no Tarcísio, eu falo: Tarcísio, eu acho que é um projeto de Deus", relatou.
O evento aconteceu horas depois de Flávio reencontrar o pai pela primeira vez em três meses, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a retomada das visitas, que ele mesmo havia proibido. Ele se referiu ao encontro em seu discurso.
"Graças a Deus hoje tive oportunidade de visitá-lo depois de três meses sem visitar o pai. E eu estou muito feliz, muito motivado", disse. Flávio encerrou sua fala com o lema que marcou as campanhas de Jair Bolsonaro: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".
Revogação de mais de mil normas está entre promessas de Flávio Bolsonaro
Para os empresários, Flávio se comprometeu a publicar um decreto, que disse já estar pronto, para revogar mais de mil atos normativos que, segundo ele, só criaram burocracia. "O centro do meu governo vai ser o cidadão brasileiro, eu vou investir nele. Eu vou precisar de todas as federações aqui", disse, ao pedir apoio das entidades presentes.
O senador fez críticas ao governo Lula, ao qual atribuiu o endividamento das famílias, a saída de indústrias do país e a violência. Também rebateu o que classificou como informações falsas espalhadas pela campanha adversária, como a de que acabaria com o Bolsa Família e com o Pé-de-Meia, e afirmou que não pretende governar com espírito de revanche. "Não vai ter vingança, eu vou olhar para frente, fazer a coisa certa", declarou.
Tarcísio, Nunes e entidades empresariais pedem mobilização por Flávio Bolsonaro
Diante dos empresários, Tarcísio comparou a eleição a uma escolha entre o gasto público desenfreado e o populismo, de um lado, e o cuidado com as contas, do outro. "Quem cuida das contas, cuida das pessoas", disse o governador.
No fim da fala, pediu que cada presente buscasse um eleitor indeciso e convocou o público para o ato de apoio a Flávio na Avenida Paulista, no domingo (18). "Quem aqui não conhece um indeciso e não pode trazer um voto a mais?", questionou.
O prefeito Ricardo Nunes também discursou em tom de confiança, mas alertou contra o clima de vitória antecipada. "Eu estou muito convencido que o Flávio será um dos melhores presidentes desse país", afirmou o prefeito. "A gente não ganhou ainda e a gente precisa ter um trabalho a mais de cada um."
Por sua vez, o presidente da Associação Comercial de São Paulo apresentou um conjunto de propostas elaborado pela entidade. Já a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, Ana Cláudia Badra, entregou a Flávio um manifesto "para que ele realmente se comprometa a melhorar o ambiente das mulheres empreendedoras".
Flávio defende mais presídios e ministros conservadores no STF
Flávio ainda falou de suas propostas para a Segurança Pública. Durante seu discurso, ele se referiu às políticas do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, para a área. O salvadorenho ficou conhecido pela construção de megapresídios.
"E aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública: vocês não viram nada ainda. Eu já estou trocando uma ideia com o Derrite, porque eu estou achando que El Salvador é pouco", afirmou, referindo-se ao ex-secretário da segurança pública de São Paulo.
Flávio prometeu ampliar o sistema prisional e aumentar penas. "Vamos fazer mais de meio milhão de vagas em presídios para prender, desde estuprador e abusador de mulher e criança, vai sofrer castração química e vai ficar preso muito mais tempo", disse.
"Ladrão de celular, a gente vai mudar a lei no Congresso, vai ser no mínimo oito anos de cadeia. Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar, para dar valor a como é difícil comprar um celular", complementou.
Flávio também disse que irá indicar ao menos cinco ministros alinhados a pautas conservadoras para o STF. "Eu vou colocar lá na Suprema Corte pelo menos cinco homens e mulheres que vão ser contra o aborto, vão ser contra as drogas, vão respeitar a Constituição, vão ser a favor do empreendedorismo e vão dar segurança jurídica para quem quer investir no nosso Brasil", afirmou.
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Fonte: Gazeta Política


