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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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13/10/2026 às 21:26
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (13) que descobriu um esquema ligado ao regime da Coreia do Norte para conseguir empregos em mais de 70 empresas americanas usando identidades falsas.
Segundo o governo americano, trabalhadores norte-coreanos se passavam por cidadãos dos EUA para serem contratados à distância e enviar parte dos salários ao regime de Kim Jong-un. O esquema teria movimentado cerca de US$ 3 milhões.
A investigação levou à acusação de 14 pessoas, incluindo cidadãos americanos e chineses. Dois suspeitos foram presos: Michael James Bostelle, da Pensilvânia, e Juan Cecilio Pena Carrillo, do Texas. Eles são acusados de participar da fraude, ajudar na lavagem de dinheiro e utilizar documentos de identidade de outras pessoas.
Segundo o Departamento de Justiça, o esquema funcionou entre 2019 e julho de 2025. Para conseguir os empregos, os norte-coreanos utilizavam documentos falsos ou roubados e ferramentas que faziam parecer que estavam trabalhando dentro dos Estados Unidos. As vagas eram principalmente na área de tecnologia e permitiam que os contratados trabalhassem de casa.
Os investigadores descobriram que os envolvidos contavam com a ajuda de pessoas que moravam nos EUA. Esses colaboradores recebiam em suas residências os computadores enviados pelas empresas contratantes e instalavam programas que permitiam aos norte-coreanos acessar os equipamentos à distância. Dessa forma, os funcionários conseguiam trabalhar de outros países sem que as empresas soubessem sua verdadeira localização.
Entre as empresas atingidas estavam negócios dos setores de saúde, comunicação, segurança digital, comércio e indústria. Segundo as autoridades americanas, os salários recebidos pelos falsos funcionários eram posteriormente enviados a contas ligadas à Coreia do Norte. Os investigadores acreditam que parte do dinheiro tenha sido destinada a organizações do regime atingidas por sanções internacionais.
O FBI também realizou uma operação no Texas, entre os dias 21 e 25 de setembro, para desarticular locais utilizados no esquema. Os agentes fizeram buscas em mais de 40 residências e apreenderam aproximadamente 187 computadores e outros equipamentos usados para manter os falsos trabalhadores conectados às empresas americanas.
O procurador-geral assistente para Segurança Nacional dos EUA, John Eisenberg, afirmou que a Coreia do Norte utiliza esses esquemas para arrecadar dinheiro destinado a atividades ilegais, incluindo o desenvolvimento de armas que podem ameaçar os Estados Unidos e seus aliados. Segundo ele, a fraude também coloca em risco os sistemas e os dados das empresas enganadas.
O FBI alertou que trabalhadores ligados ao regime norte-coreano também podem conseguir acesso a informações confidenciais das empresas e, em alguns casos, utilizar esses dados para extorsão. As autoridades americanas continuam investigando outras redes semelhantes que atuam no país.
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Fonte: Gazeta Mundo


