PolíticaCotado para presidir o Senado, Marinho confronta Alcolumbre sobre PEC da Segurança

Cotado para presidir o Senado, Marinho confronta Alcolumbre sobre PEC da Segurança

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Alexandre Garcia

Por Camila Abrão

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16/10/2026 às 17:27

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu o senador Rogério Marinho (PL-RN) após um questionamento sobre a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Alcolumbre anunciou o adiamento da votação da PEC em meio ao impasse sobre a inclusão da redução da maioridade penal.

“Senhor presidente, desculpe, eu estava fora do plenário. A retirada de pauta se deveu ao pedido do governo, é isso?”, perguntou Marinho. 

“Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da presidência do Senado Federal”, retrucou Alcolumbre. 

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Marinho responde: “Mas eu pergunto a Vossa Excelência: é baseado em quê? Porque há uma expectativa da população de…”.

Alcolumbre interrompe: “Baseado na decisão da presidência do Senado Federal”. Os dois então seguem trocando farpas:

Marinho: “Mas o arbítrio é de Vossa Excelência, assim por…”

Alcolumbre: "Exatamente".

Marinho: "É bom saber que a gente precisa mudar esse regimento".

Alcolumbre: "Exatamente, vamos mudar". Veja o momento no vídeo abaixo:

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, Marinho é um dos cotados para disputar a presidência do Senado em 2027 contra Alcolumbre.

Antes disso, durante a votação do perdão da dívida de microempreendedores individuais (MEIs), os dois já haviam protagonizado um momento de tensão no plenário.

Em pronunciamento com críticas à gestão do PT, Marinho acusou o partido governista de oportunismo eleitoral e defendeu que o ajuste nas finanças públicas seria resolvido com a saída da sigla do poder. 

"Olha o que aconteceu no primeiro turno, olha como as bolsas reagiram, olha como o dólar caiu, olha como o juro da dívida futura caiu, porque o mercado entendeu que alguém com responsabilidade vai gerir as finanças públicas, o resto a gente vai ver. E quanto à visão de país, nós vamos voltar daqui a pouco a um projeto que é muito importante, senhor presidente, que é o projeto que trata da PEC da segurança pública…", disse.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) o interrompeu, criticando a demora na fala do parlamentar do PL e o foco em temas que não estavam em discussão. Alcolumbre pediu que Marinho “concluísse rapidamente”.

Em sua fala, o coordenador da campanha de Flávio citou dados sobre a votação no sistema carcerário para marcar o contraponto político entre as bancadas do PT e do PL.

Marinho: "Eu vou concluir, só para colocar aqui claramente para a sociedade a diferença entre visão de mundos: de um lado nós temos um partido que 73% dos presos votaram em Lula agora na eleição, 73%. Então, um lado onde estão os criminosos é um lado; o nosso lado é o outro lado. Essa é a diferença entre visões. Isso é um dado: 73% da população carcerária votou no Lula, isso é… muitos que estão… essa é a diferença que existe aí."

As declarações provocaram reações imediatas no plenário, desencadeando trocas de acusações entre os senadores, que envolveram menções a milícias.

É possível ouvir ao fundo um senador dizendo: "…ele está falando de respeito… tem muitos de vocês… e de apoio a milicianos, a gente sabe quem é, a gente sabe quem está do lado de miliciano… não fomos nós, não foi o seu candidato…todos nós somos eleitos senadores para serem respeitados".

Para conter a escalada de interrupções, o presidente do Senado fez uma advertência explícita aos parlamentares: afirmou que cortaria o microfone de qualquer senador que usasse o tempo de fala apenas para proferir ofensas. Em seguida, Alcolumbre orientou o plenário a focar nas votações da pauta, dando prosseguimento à ordem do dia.

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Fonte: Gazeta Política

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