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Por Vandré Kramer
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10/10/2026 às 19:49
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As bets foram proibidas, mas R$ 159 milhões dos apostadores seguem nas plataformas. A devolução deve ocorrer até a próxima quarta-feira (14). Oito empresas, porém, não entregaram os dados e serão acionadas pela Advocacia-Geral da União (AGU), informou a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República.
Em 25 de setembro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a proibição definitiva das bets. A decisão definiu regra e data para a retirada dos recursos. O prazo para saque voluntário terminou em 5 de outubro, quando o valor era de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
A Secom reforçou que o prazo para as empresas repassarem os valores aos bancos terminava em 7 de outubro. Os valores deveriam ser identificados por CPF, com a conta usada nos depósitos. Esses dados são necessários para as instituições financeiras realizarem a restituição. Caso haja impedimento, a partir de 14 de outubro os recursos serão transferidos à Caixa Econômica Federal. Ela ficará responsável por devolver o dinheiro aos apostadores.
Segundo a Secom, os dados enviados pelas empresas abrangem 22,5 milhões de apostadores com saldo remanescente, distribuídos por 70,5 milhões de contas. Desse total, 90% das contas têm saldo inferior a R$ 1 e 97% têm menos de R$ 10 para receber.
Ofensiva contra sites ilegais
Além da devolução dos saldos, a Secom detalhou a ofensiva contra os sites ilegais. Entre 25 de setembro e 9 de outubro, 16.627 endereços foram encaminhados para bloqueio pela Anatel e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Somente nos dias 8 e 9 de outubro, outros 2.979 endereços foram identificados. Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores.
O trabalho reúne o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp); e a Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Completa a lista a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.
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Fonte: Gazeta Economia


