Receba notícias por email
Banco Master
Banco Central
Por Vinicius Macia
Por Vinicius Macia
06/10/2026 às 10:08
06/10/2026 às 10:08
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (6) que passará a divulgar mensalmente indicadores sobre os reajustes salariais negociados por meio de convenções coletivas de trabalho. O Relatório de Política Monetária passará a incorporar informações extraídas do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego.
O novo conjunto de dados reúne informações sobre reajustes nominais e reais, estes últimos descontados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Também será calculada a proporção de convenções coletivas que concederam reajustes abaixo, iguais ou superiores à inflação, além do número total de convenções consideradas.
De acordo com o chefe do Departamento Econômico (Depec), Ricardo Sabbadini, a novidade deverá ajudar o BC a avaliar as condições do mercado de trabalho e a relação entre inflação e negociações salariais.
A autoridade monetária identifica uma associação entre as condições do mercado de trabalho e os resultados das negociações. Como exemplos, cita os períodos de 2012 a 2014 e a partir de 2023, quando taxas mais baixas de desemprego coincidiram com maior frequência de reajustes salariais acima da inflação.
VEJA TAMBÉM:
Desemprego cai para 5,3% em agosto e bate recorde de pessoas ocupadas
BC acende alerta sobre inflação e mantém dúvidas de próximos cortes dos juros
Anúncio ocorre em meio a taxa de desemprego baixa
A criação da série ocorre em um momento em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em agosto, próxima das mínimas da série histórica. A autarquia enfrenta uma crise interna entre os servidores e o presidente, Marcio Pochmann, e já foi alvo de uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) que apontava para risco de interferência nos dados do PIB.
Para o Banco Central, esse cenário aumenta a importância de acompanhar as negociações salariais. Em períodos de desemprego baixo, trabalhadores tendem a ter maior poder de barganha, e reajustes acima da inflação podem elevar os custos das empresas e, em determinadas condições, alimentar pressões sobre os preços. O BC já vinha acompanhando essas negociações no Relatório de Política Monetária e, desde setembro, formalizou uma metodologia mensal baseada nas convenções coletivas registradas no sistema Mediador.
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Como o novo Senado de maioria conservadora vai transformar o STF
Moraes autoriza semiaberto para “Débora do Batom”
Pressa para aprovar fim da escala 6×1 ameaça empresas e pode subir preços
Vitória da direita no Senado não é motivo para baixar a guarda
Tudo sobre:
Banco Central
Desemprego
Mercado de Trabalho
PIB
Trabalho
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Economia


