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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
07/10/2026 às 12:07
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Após fazer uma série de ameaças ao Ocidente e ter se recusado repetidamente a negociar um cessar-fogo na guerra na Ucrânia, atingida por novos ataques russos que mataram pelo menos 19 pessoas, a Rússia alegou nesta quarta-feira (7) que os problemas com a Europa precisam ser resolvidos por meio do “diálogo”.
Segundo informações da agência EFE, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse em entrevista coletiva que a ditadura de Vladimir Putin recebeu a mensagem do presidente francês, Emmanuel Macron, com o teste de um míssil balístico intercontinental M51.3 de nova geração a partir de um submarino nuclear na costa de Finistère, no oeste da França.
“Recebemos a mensagem alta e clara, exatamente como ele [Macron] disse. Consideramos que qualquer problema deve ser resolvido por meio do diálogo, não com lançamentos demonstrativos de mísseis”, afirmou Peskov.
O porta-voz disse que a União Europeia, devido à “sua obsessão” com “os planos de militarização” e de “ser um bloco econômico”, “está se transformando em um bloco político-militar”.
“Isso é ruim, já que constroem sua identidade no contexto de defesa e segurança com base no confronto com a Rússia. Esse é um beco sem saída. Como mostra a história, isso não trará nada de bom”, alegou.
Na terça-feira (6), após o teste perto da costa da Bretanha, realizado como parte de uma operação para certificar a capacidade do submarino nuclear Le Vigilant de operar o armamento após uma grande revisão de manutenção, Macron disse que a França hoje está “mais forte”.
“A mensagem foi enviada de forma clara e inequívoca para onde quer que precise ser recebida”, disse Macron em vídeo publicado no X, sem citar a Rússia diretamente.
Na semana passada, a Rússia alegou estar preparada para utilizar armas nucleares contra países da Otan caso esta tente isolar o enclave russo de Kaliningrado, entre a Lituânia e a Polônia.
Em resposta à Rússia, a Otan negou que esteja planejando qualquer bloqueio ao enclave e disse que nenhum dos seus exercícios ou atividades “representa uma ameaça ao território da Federação Russa”.
Nesta quarta-feira, ao menos 19 pessoas morreram na Ucrânia em decorrência de ataques russos com mísseis e drones realizados na madrugada contra diferentes regiões do país, ofensiva que, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, teve como alvo principal o sistema energético nacional.
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Fonte: Gazeta Mundo


