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Por Vandré Kramer
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25/10/2026 às 10:38
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Sete em cada dez empresários consideram a burocracia brasileira alta ou insuportável, enquanto 68% afirmam que o resultado das eleições presidenciais de 2026 terá impacto direto sobre suas empresas.
É o que aponta a sondagem da G4, plataforma de soluções corporativas para micro, pequenas e médias empresas (PMEs), com 800 empresários de todas as regiões do país.
"A sondagem mostra que o empresário continua enfrentando um ambiente de negócios complexo e espera que o próximo governo avance em medidas que aumentem a competitividade das empresas brasileiras", afirma Tallis Gomes, presidente da G4.
No topo das apreensões do empresariado está a reforma tributária, vista com reservas ou incerteza por 78% dos respondentes, principalmente no Sul e no Sudeste. Há muitas dúvidas sobre ela, a começar pela alíquota-base do futuro imposto sobre valor agregado (IVA), formado pelos novos tributos federais, estaduais e municipais.
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Quando perguntados sobre os entraves diretos ao crescimento, os entrevistados apontam juros altos e custo de crédito (25%), falta de mão de obra qualificada (24%) e carga tributária (20%).
Em relação ao ambiente econômico brasileiro, apenas um em cada dez participantes da pesquisa o considera favorável. Para 54%, a reforma tributária vai encarecer a operação das empresas, e outros 27% ainda não conseguem avaliar seus efeitos. A apreensão ocorre durante a fase inicial de implementação das mudanças no sistema tributário brasileiro, que exigirá adaptações nos sistemas e processos das empresas.
Diante desse cenário, a pauta que unifica o empresariado é clara: redução de impostos sobre as empresas, citada por 46% dos entrevistados como a medida mais desejada para o pós-eleição. A segunda colocada, a facilitação e o barateamento do crédito, fica com 15%, quase três vezes menos.
A política industrial para IA e tecnologia, por sua vez, aparece como prioridade para apenas 3% dos empresários — sinal de que, no curto prazo, o que trava o crescimento das PMEs é tributo e crédito, não tecnologia.
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Fonte: Gazeta Economia


