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Atualizado em01/09/2026 às 22:11
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O ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master, manteve conversas reservadas com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e com o ministro Alexandre de Moraes antes de avançar na análise de novas informações obtidas pela Polícia Federal a partir das mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fontes ouvidas pela reportagem disseram que a conversa entre Mendonça e Moraes foi dura e ríspida.
Os encontros ocorreram entre o fim de semana e a segunda-feira (31) – antes da repercussão do relatório sigiloso que trouxe referências a Moraes nas comunicações investigadas.
A primeira conversa ocorreu com Fachin, seguindo uma prática de Mendonça de consultar a Presidência do Supremo antes de tomar decisões com potencial de provocar impacto institucional.
Segundo relatos de bastidores, o presidente da Corte demonstrou preocupação com o conteúdo do relatório e adotou uma postura de cautela diante da dimensão do caso. Mendonça informou que pretende dar continuidade às apurações e levar os novos elementos para análise do plenário do STF.
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Mendonça e Moraes têm conversa dura e ríspida
A situação ganhou maior tensão na segunda-feira, quando Mendonça se reuniu com Moraes em seu gabinete. O encontro ocorreu poucas horas antes de o relator encaminhar o material à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A conversa foi dura e ríspida, segundo informações inicialmente publicadas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela Gazeta do Povo. Moraes demonstrou irritação ao tomar conhecimento do avanço das investigações e questionou Mendonça sobre o conteúdo do procedimento.
Durante a conversa, Moraes disse que houve direcionamento das investigações contra ele e cobrou informações mais detalhadas sobre os elementos reunidos pela Polícia Federal.
Já Mendonça manteve uma postura reservada e afirmou que daria prosseguimento ao caso por dever de ofício. O ministro não apresentou ao colega detalhes específicos das provas nem antecipou uma das principais decisões que tomaria posteriormente, a retirada do sigilo dos autos.
Retirada de sigilo aumentou tensão no STF
A decisão de tornar o processo público aumentou ainda mais a tensão dentro do Supremo. Com a divulgação das mensagens, os ministros passaram a ter acesso a informações que até então estavam protegidas por sigilo, o que ampliou a repercussão institucional do caso.
Mendonça também indicou que os novos elementos apresentados pela PF deverão ser analisados pelo plenário da Corte, independentemente da manifestação da PGR. Gonet reagiu, pediu a anulação de relatório da PF contra Moraes e acusou Mendonça de atropelar o rito do STF.
A movimentação do relator também colocou Fachin diante da necessidade de administrar uma crise interna no tribunal. O presidente do STF passou a defender reservadamente a realização de uma reunião com os demais ministros para discutir os impactos do episódio e buscar uma resposta institucional diante da repercussão das informações.
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Fonte: Gazeta Política


