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Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
24/09/2026 às 10:06
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O Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago divulgou nesta semana um relatório que apontou que o Super El Niño – o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial – deste ano pode causar 451 mil mortes decorrentes do calor extremo ao longo de nove meses (de junho deste ano a fevereiro de 2027) em todo o mundo.
O documentou citou que esse calor “soma-se aos impactos de secas, incêndios florestais e inundações esperados devido às temperaturas mais elevadas e às alterações nos padrões de chuva, visto que este El Niño pode se tornar o mais intenso já registrado”.
De acordo com os especialistas da Universidade de Chicago, o Brasil deve ser o país mais afetado na América do Sul, com a possibilidade de 13,3 mil mortes decorrentes do Super El Niño.
O relatório indicou que a maioria das mortes resultantes do fenômeno climático deve ocorrer no Sul Global.
Nos próximos seis meses, o estudo projetou 66,8 mil mortes na região do Sahel, na África, sendo que quase metade deve ocorrer na Nigéria (31,4 mil). Em outras partes da região, o Sudão poderá registrar 17,5 mil mortes adicionais relacionadas ao calor; o Níger, 10 mil; e o Chade, 8 mil.
No Sudeste Asiático, o Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago estimou que o calor excessivo poderá causar mais 19,4 mil mortes nas Filipinas, no Vietnã, na Tailândia e no Camboja, além de 19,3 mil mortes na Indonésia. A Índia pode registrar 15,8 mil óbitos adicionais, indicou o documento.
“Este relatório permite que os tomadores de decisão identifiquem exatamente onde ações emergenciais podem ser implementadas agora para salvar dezenas de milhares de vidas nos próximos meses”, afirmou Michael Greenstone, cofundador do laboratório e professor de economia na Universidade de Chicago.
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Fonte: Gazeta Mundo


