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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
22/09/2026 às 14:57
22/09/2026 às 14:57
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (22) que vai “contar a verdade” sobre a guerra na Faixa de Gaza no seu discurso na Assembleia Geral da ONU, marcado para quinta-feira (24).
A declaração do premiê, feita em uma breve mensagem de vídeo, ocorre após o prefeito de Nova York, o socialista Zohran Mamdani, ter acusado Netanyahu de ser um “criminoso de guerra”.
A fala foi divulgada no mesmo dia em que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, outro desafeto do primeiro-ministro israelense, fez duras críticas a Israel no seu discurso na Assembleia Geral.
“Vou à ONU. Vou contar a verdade sobre nossos heróis soldados e vou contar a verdade sobre você [Mamdani]”, disse Netanyahu na mensagem de vídeo.
“Que vergonha, senhor Mamdani. Vergonha por você apoiar os monstros terroristas do Hamas que massacraram nosso povo. Vergonha por você incitar tumultos contra os judeus de Nova York”, afirmou o premiê.
Na segunda-feira (21), em entrevista à emissora CNN, Mamdani reiterou seu argumento de que Netanyahu seria um criminoso de guerra e o pedido para que o governo do presidente americano, Donald Trump, prenda o premiê, com base em um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Porém, além de já ter descartado anteriormente cumprir o mandado, Trump fez novamente críticas ao TPI no seu discurso na ONU nesta terça-feira, ao chamar a corte de Haia de “instituição descontrolada” e “grupo de pessoas malignas.”
No seu pronunciamento, Erdogan afirmou que hoje “Gaza não é apenas o maior cemitério de crianças do mundo, mas também o lugar com a maior taxa de amputações infantis do mundo”.
“Gaza se tornou o campo de concentração mais desumano e vergonhoso de nossa época”, disparou o presidente turco, acusado anteriormente por Israel de apoio ao Hamas e antissemitismo.
Nesta terça-feira, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, criticou o secretário-geral da ONU, António Guterres, que no seu discurso na Assembleia Geral mencionou o caso do TPI sobre Gaza e afirmou que os assentamentos israelenses na Cisjordânia levantam “o espectro da limpeza étnica”.
“[O discurso foi] propaganda anti-Israel sob a bandeira das Nações Unidas. O senhor transformou seu cargo em uma ferramenta para atacar Israel e destruiu a credibilidade da organização”, declarou Danon em post no X.
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Fonte: Gazeta Mundo


