Receba notícias por email
Banco Master
Banco Central
Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
01/09/2026 às 11:13
01/09/2026 às 11:13
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu ao Congresso, nesta terça-feira (1º), que tenha “prudência”, responsabilidade e equilíbrio na análise de projetos considerados prioritários pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o esforço concentrado desta semana. Entre as propostas que preocupam o setor estão o fim da escala 6×1 e a isenção da “taxa das blusinhas”, que serão utilizadas pelo petista como bandeiras de campanha de sua tentativa à reeleição em outubro.
As duas pautas têm previsão de votação nesta terça-feira (1º) e quarta-feira (2), em meio à mobilização do Congresso. Para a CNI, a pressão por uma aprovação acelerada em período eleitoral pode gerar consequências negativas para empresas, trabalhadores e consumidores.
“É fundamental que os deputados e senadores levem em conta os diversos alertas que setores econômicos têm reiteradamente feito quanto aos impactos negativos dessas propostas. A tramitação acelerada e a pressão para votação dessas pautas em período eleitoral só trazem prejuízos ao Brasil e aos brasileiros”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.
VEJA TAMBÉM:
Lula sela pacto com Hugo Motta e Alcolumbre para destravar projetos no Congresso
Um estudo divulgado pela entidade nesta segunda-feira (31) estima que o Brasil poderá levar até 30 anos para compensar o déficit de produtividade provocado por uma eventual redução da jornada associada à mudança da escala 6×1. A avaliação considera uma redução das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários.
“Estamos falando de mais três décadas de atraso que vão se somar ao déficit histórico que já enfrentamos. Não existe país que sustente sua competitividade sem produtividade”, disse Alban ao defender que o impacto sobre a capacidade de produção seja considerado pelos parlamentares.
Segundo outra projeção apresentada pela CNI, a redução da jornada sem corte salarial poderia elevar em até R$ 267 bilhões por ano os custos das empresas com mão de obra. A entidade calcula que o aumento de despesas poderia chegar ao consumidor e provocar uma alta média superior a 6% nos preços, pressionando ainda mais o custo de vida.
VEJA TAMBÉM:
Editorial: Senado é irresponsável ao acelerar PECs para agradar Lula
Oposição esvazia plenário para impedir votação da jornada 6×1 no Senado
Comissão do Congresso adia votação da MP do fim da “taxa das blusinhas”
A CNI também alerta para os efeitos do possível fim do imposto de importação para compras estrangeiras até US$ 50. De acordo com levantamento da entidade, zerar a cobrança pode colocar 109 mil empregos em risco e aumentar a pressão sobre empresas brasileiras.
Para a confederação, a mudança ocorre em um momento de dificuldades adicionais para a indústria nacional, que já enfrenta os efeitos do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A entidade sustenta que a discussão sobre a tributação das compras internacionais precisa considerar a diferença de condições entre empresas brasileiras e concorrentes estrangeiros.
“Os setores produtivos precisam ser ouvidos. Nós queremos contribuir e temos apresentado alternativas. Há caminhos, há saídas mais adequadas e menos prejudiciais à economia do que as propostas que estão sendo colocadas em votação às pressas, por força de interesses político eleitorais”, concluiu Alban.
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Toffoli censura campanha e põe em risco candidatura de Renan Santos à Presidência
Senado é irresponsável ao acelerar PECs para agradar Lula
Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para vaga no TCU
Trump retirou tarifas sobre carne após reunião com Joesley, diz jornal
Tudo sobre:
CNI
Escala 6×1
Indústria
Senado
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Economia


