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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Aline Rechmann
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27/09/2026 às 23:23
27/09/2026 às 23:23
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou neste domingo a ordem do ministro André Mendonça que determinava a remoção de conteúdos vinculando Flávio Bolsonaro a propostas contra o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. Dino considerou que a medida de Mendonça configurava censura prévia e trazia restrições indevidas ao debate político e à liberdade religiosa.
Por que a decisão anterior foi considerada censura prévia?
O ministro Flávio Dino explicou que a ordem judicial proibindo publicações futuras com teor semelhante ou narrativas equivalentes funciona como um bloqueio antecipado, o que fere a Constituição. Na visão jurídica consolidada, abusos na liberdade de expressão devem ser punidos depois que acontecem, através de direitos de resposta ou indenizações, e não impedindo que a opinião circule. Retirar conteúdos do ar durante o período eleitoral pode causar danos irreversíveis ao debate democrático, já que as eleições possuem prazos curtos e rígidos que não permitem correções tardias.
Como a falta de identificação direta do candidato influenciou a anulação?
Um dos pontos centrais foi que a postagem original do humorista Antonio Tabet utilizava a expressão 'família miliciana' sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro. Dino destacou que, para classificar algo como ilícito eleitoral, é preciso ter certeza absoluta de quem é o alvo. Como o termo é usado frequentemente de forma genérica por adversários políticos para se referir a diferentes membros da família Bolsonaro, não haveria grau de certeza suficiente para justificar uma punição tão severa quanto a remoção do conteúdo, protegendo assim o pluralismo de ideias nas redes sociais.
Qual é o problema de dar ordens genéricas às plataformas digitais?
Dino criticou a extensão ampla das ordens enviadas às redes sociais, que obrigavam as empresas a identificar e apagar 'conteúdos substancialmente semelhantes'. Segundo o ministro, esse tipo de comando transfere para a plataforma a tarefa de julgar o que é equivalente, o que pode levar à exclusão de postagens legítimas em contextos diferentes. Ele defendeu que ordens de remoção devem ser específicas e fundamentadas, limitando-se apenas a casos de emergência extrema onde valores muito altos, como o direito de ir e vir, estejam em risco imediato, o que não ocorreu neste caso.
De que forma a decisão impactava a liberdade religiosa dos brasileiros?
O ministro argumentou que a proibição de manifestações sobre Nossa Senhora Aparecida, mesmo que inserida em uma briga política, criava um ambiente de medo para os fiéis. Ao restringir o debate sobre a condição da santa como padroeira do Brasil, a Justiça poderia acabar calando pessoas que desejavam apenas expressar sua fé ou participar de discussões religiosas legítimas. Dino afirmou que os adeptos da religião católica poderiam se sentir intimidados ou impedidos de se manifestar publicamente, o que fere o direito fundamental de crença e culto garantido pela lei.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Cinco críticas de Dino à decisão de Mendonça que removeu posts sobre Nossa Senhora
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Fonte: Gazeta Política


