InternacionalEUA abandonam plenário da ONU após Irã acusá-los de terrorismo

EUA abandonam plenário da ONU após Irã acusá-los de terrorismo

Receba notícias por email

América Latina

Guerra EUA x Irã

Por Fábio Galão

Por Fábio Galão

23/09/2026 às 12:03

23/09/2026 às 12:03

Dê de presente

Prefira a Gazeta no Google

Ouça este conteúdo

No seu discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos e Israel de cometer crimes de guerra e terrorismo no conflito iniciado em fevereiro, o que levou a um protesto de Washington no plenário, e reiterou o argumento de que o programa nuclear iraniano, que motivou os combates no Oriente Médio, tem fins pacíficos.

No início do seu pronunciamento nesta quarta-feira (23), Pezeshkian exibiu fotos do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, e das vítimas de ataques a uma escola em Minab e a uma área residencial em Lamerd, ambas no sul do Irã.

Estados Unidos e Israel reconheceram responsabilidade apenas pela morte de Khamenei e disseram não ser responsáveis pelos outros bombardeios citados.

“Somos nós a fonte de instabilidade? Buscamos apenas viver de forma independente. Somos nós que causamos instabilidade? Aqueles que cometem atos de terrorismo e crimes [de guerra] seriam, por acaso, os protetores da paz e da estabilidade? Eles não respeitaram nenhuma das leis internacionais”, disse Pezeshkian.

Ao ouvir o trecho da fala do presidente do Irã acusando os EUA de crimes de guerra e terrorismo, o único representante do governo Donald Trump no local deixou o plenário das Nações Unidas.

“Eles rotulam de terroristas qualquer um que desejem desacreditar. Nos últimos dois séculos, o Irã não atacou nenhum país ou território”, afirmou Pezeshkian, sem citar o apoio de Teerã a vários grupos terroristas – o palestino Hamas, o libanês Hezbollah e os houthis do Iêmen – e os ataques iranianos a alvos civis no Oriente Médio na atual guerra contra EUA e Israel.

Sobre o programa nuclear iraniano, o mandatário alegou que o Irã busca “energia para o progresso, não para ameaçar sociedades com armas”.

“Quanto à defesa do Irã, nossos sistemas defensivos foram construídos de modo que ninguém pense que o bombardeio de cidades iranianas ficará sem resposta. É por isso que dispomos do poder militar que temos, para a nossa defesa. Mas dizemos claramente: para defender nosso país, não buscamos a permissão ou a aprovação de ninguém”, disse Pezeshkian.

A respeito do bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, que o Irã usa como ferramenta de chantagem desde o início da guerra, inclusive com ataques a navios comerciais, o presidente iraniano argumentou que o regime islâmico não pode “permitir que alguns tenham livre acesso e obtenham vantagens de uma via navegável enquanto, simultaneamente, utilizam essa mesma via para nos agredir, para nos impor insegurança e para nos impedir o acesso às nossas próprias águas”.

Pezeshkian não sinalizou negociações com os Estados Unidos, ao afirmar que as forças iranianas vão lutar “até o último suspiro”.

“As armas nucleares estão em Israel, mas os inspetores estão no Irã. Israel mata, mas o Irã é alvo de sanções. É uma verdadeira tragédia que, na melhor das hipóteses, faria qualquer um que a ouvisse rir. Eles matam; nós sofremos sanções, nós somos punidos”, afirmou.

Na terça-feira (22), no seu pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, Trump disse que tem uma “decisão” a tomar: entre “aniquilar” o Irã ou fazer um acordo, que sinalizou que poderá ser fechado após as eleições americanas de meio de mandato presidencial, marcadas para novembro.

VEJA TAMBÉM:

Em resposta à Justiça, governo Trump diz ter direito a vetar jornalistas em nome da segurança nacional

Vizinhos isolam Lula no debate sobre crime organizado na ONU

Trump se encontra com ditadora da Venezuela pela primeira vez após captura de Maduro: “Reunião histórica”

Deixe sua opinião

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Investigação sobre emendas com Dino pode virar “Inquérito das Fake News da política”

Quem é Walfrido Warde, que fez proposta “matadora” para livrar Moraes da Magnitsky

Zanin nega liminar para obrigar Alcolumbre a pautar CPI sobre Moraes, Toffoli e Vorcaro

Quais punições o desfile de carnaval da Acadêmicos de Niterói pode render a Lula

Tudo sobre:

Donald Trump

EUA – Estados Unidos

Hamas

Hezbollah

Irã

Israel

Nova York

ONU

Oriente Médio

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Fonte: Gazeta Mundo

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
nuvens dispersas
28 ° C
28 °
28 °
57%
3.1m/s
40%
qui
31 °
sex
27 °
sáb
32 °
dom
30 °
seg
29 °