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Por Camila Abrão
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16/09/2026 às 18:34
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Atualizado em16/09/2026 às 18:47
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) cortar a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Esta é a quinta redução consecutiva da Selic e o menor nível desde março de 2025. A decisão foi unânime.
Em nota, o Copom manteve a cautela sobre a próxima reunião. "Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta", disse o BC.
A autarquia afirmou que a decisão "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante".
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"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", ressaltou.
O Cômite voltou a destacar a incerteza no ambiente externo diante dos conflitos armados no Oriente Médio e da "política monetária em algumas economias avançadas", apontando que os países emergentes devem agir com prudência "em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities".
Fed sobe taxa de juros dos EUA para faixa de 3,75% a 4% ao ano
Mais cedo, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciou o aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A decisão, por unanimidade, representa o primeiro aumento desde julho de 2023, diante da inflação persistente que afeta a maior economia mundial, segundo a Agência EFE.
A reunião foi a terceira do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed presidida por Kevin Warsh, que tem reiterado seu firme compromisso de combater os aumentos de preços, após o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ter permanecido acima da meta do órgão por mais de cinco anos.
Em comunicado, a entidade indicou que “a inflação continua elevada” e que a medida adotada “favorecerá um retorno mais rápido à meta de 2%” estabelecida pelo FOMC.
O Comitê destacou que “o aumento do emprego acompanhou o ritmo da força de trabalho e a taxa de desemprego praticamente não variou”. Os dados de agosto mostraram que os EUA criaram 162 mil novos empregos, muito acima do previsto pelos analistas, e que a taxa de desemprego (4,1%) permaneceu inalterada.
Essa solidez, aliada a uma inflação que se manteve em 3,4% em relação ao ano anterior no mês passado, diante da alta dos preços do petróleo causada pela guerra contra o Irã, levou o Fed a concluir que a economia americana pode e deve tolerar o primeiro aperto monetário em mais de três anos.
A redução do crédito que provavelmente resultará desse aumento nas taxas ocorre um mês e meio antes das eleições legislativas, nas quais o presidente dos EUA, Donald Trump, disputa o controle do Congresso, em um momento marcado pelo crescente descontentamento da população com sua ofensiva militar no Irã, que disparou os preços dos combustíveis.
Trump insistiu várias vezes na necessidade de que o Federal Reserve seja “ousado” e permita que os EUA tenham a taxa de juros mais baixa do mundo desenvolvido, a fim de estimular o crescimento.
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Fonte: Gazeta Economia


