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Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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29/09/2026 às 17:26
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Autoridades do Chile desarticularam nesta segunda-feira (28) a primeira célula da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) identificada no país. A operação foi realizada pela Polícia de Investigações (PDI) e pela Promotoria Regional Metropolitana Sul em três regiões chilenas, com buscas em casas e presídios. Segundo os investigadores, o objetivo foi impedir que a facção ampliasse sua estrutura no território chileno após começar a recrutar integrantes dentro e fora das prisões.
Batizada de Operação Sintonía 1533, a ação terminou com 20 pessoas sob custódia. Treze delas já estavam presas e foram alvo de ordens judiciais dentro dos presídios. Outras cinco foram detidas em imóveis e duas foram presas em flagrante durante as buscas, após a polícia encontrar drogas, armas ou munições.
Os agentes fizeram buscas em 24 endereços e nove unidades prisionais, em uma operação que alcançou diferentes pontos do país. Foram apreendidos mais de três quilos de cocaína, armas de fogo e munições. Entre os investigados há chilenos e brasileiros.
A Promotoria havia obtido 24 ordens de prisão. Dezoito foram cumpridas diretamente no âmbito da investigação, enquanto outras duas pessoas acabaram presas por crimes encontrados durante os procedimentos.
PCC está recrutando integrantes no Chile dentro e fora das prisões
Segundo a PDI, o PCC já está recrutando criminosos dentro e fora dos presídios chilenos. Parte dos investigados nesta operação teria passado pelo chamado “batismo”, processo pelo qual novos membros são formalmente incorporados à facção. As autoridades identificaram chilenos que teriam deixado de atuar apenas em negócios com integrantes brasileiros do PCC para se tornarem membros da organização.
Segundo o subprefeito Pablo Godoy, chefe da Brigada Antinarcóticos Metropolitana Sul, o grupo buscava pessoas que já possuíam antecedentes criminais para ampliar sua presença no Chile. A polícia também identificou no país divisões internas semelhantes às usadas pela facção no Brasil. Chamadas de “sintonias”, elas organizam atividades como tráfico de drogas, movimentação de dinheiro e armas.
Investigação começou a partir de informações do Brasil
A investigação sobre a presença do PCC no Chile remonta a 2022. Informações obtidas em investigações brasileiras apontaram contatos entre integrantes da organização e pessoas que estavam no território chileno. A partir desses dados, as autoridades passaram a acompanhar comunicações e conexões entre os suspeitos.
O trabalho incluiu análise de mensagens, cruzamento de informações policiais e acompanhamento dos investigados até que a PDI e a Promotoria decidiram realizar as prisões e buscas simultaneamente.
O promotor regional Héctor Barros afirmou que a operação foi realizada antes que a estrutura conseguisse ampliar sua presença no país. Ele comparou a situação ao avanço do Tren de Aragua, facção venezuelana que estabeleceu células no Chile nos últimos anos.
“Se tivéssemos esperado cinco anos mais, teríamos tido um novo flagelo, como ocorreu com o Tren de Aragua”, afirmou Barros.
Os investigados devem passar por audiência de formalização das acusações na quinta-feira (1º).
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Fonte: Gazeta Mundo


