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Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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15/09/2026 às 20:33
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A cidade de Ceuta já registrou 35 denúncias de agressões sexuais desde invasão de imigrantes ocorrida no fim de julho. O número foi confirmado em balanço divulgado nesta terça-feira (15) por fontes do Ministério Público Superior da Andaluzia, Ceuta e Melilla.
O número mostra uma alta acelerada nas últimas semanas. Em 27 de agosto, o MP contabilizava 16 denúncias. Quatro dias depois, eram 23. Agora, o total chegou a 35 casos desde a invasão ocorrida entre os dias 30 e 31 de julho.
A Procuradoria-geral da Espanha informou na semana passada que mais de 30 processos por agressão sexual haviam sido abertos desde a invasão e que, em 40% dos casos, as vítimas eram menores desacompanhadas.
A procuradora superior da Andaluzia, Ana Tárrago, classificou a situação enfrentada por Ceuta como “difícil, complexa e insustentável” e defendeu uma “intervenção contundente” do Estado espanhol e de organismos internacionais. Segundo ela, a capacidade limitada de acolhimento da cidade tornou a situação especialmente grave neste verão.
O Ministério Público também reforçou a estrutura destinada a acompanhar a crise. Tárrago afirmou que uma equipe reforçada do MP mantém neste momento contato permanente com os representantes do Ministério Público em Ceuta.
A crise imigratória em Ceuta começou em 30 de julho, quando milhares de pessoas atravessaram irregularmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta, que é um território espanhol que fica no norte da África. O Ministério do Interior espanhol informou posteriormente que entre 50 mil e 60 mil imigrantes entraram na cidade naquele dia e afirmou que redes de tráfico de pessoas haviam estimulado o fluxo. Madri e Rabat anunciaram depois reforço da cooperação para conter novas entradas.
A pressão imigratória atingiu principalmente a estrutura destinada a crianças e adolescentes. Na sexta-feira (11), a Procuradoria-Geral da Espanha e o Ministério da Juventude e Infância concordaram em acelerar a transferência de menores para a Espanha continental. O governo disponibilizou 500 vagas para retirar parte deles de Ceuta.
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Fonte: Gazeta Mundo


