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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
31/08/2026 às 08:23
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O líder oposicionista Edmundo González, real vencedor da eleição presidencial de 2024 na Venezuela – quando houve fraude para Nicolás Maduro permanecer no poder –, alfinetou neste domingo (30) o acordo entre os Estados Unidos e o chavismo, por meio do qual o país norte-americano vai controlar até 65 bilhões de barris de petróleo do sul-americano.
Em um longo post no X, González, que se exilou na Espanha após ser ameaçado de prisão pela ditadura da Venezuela, disse que o compromisso só terá validade se representar melhoria na qualidade de vida do povo venezuelano.
“Ao falar sobre petróleo na Venezuela, surgem números impressionantes. Milhões de barris, bilhões de dólares, investimentos difíceis até de imaginar”, escreveu o oposicionista.
“A Venezuela já teve muito dinheiro antes. O suficiente para saber que uma coisa são os recursos que entram no país e outra muito diferente é chegarem de fato à vida das pessoas”, alfinetou González.
“E há uma pergunta que não paro de me fazer: será que, desta vez, o petróleo melhorará a vida de todos os venezuelanos? Ou apenas de alguns?”, questionou o líder oposicionista, que afirmou que “recuperar a indústria petrolífera é necessário”, mas “recuperar a Venezuela é recuperar a vida do seu povo”.
“A recuperação da Venezuela não pode ser medida apenas pelos barris que ela volta a produzir, mas pelas vidas que essa riqueza permita reconstruir”, afirmou.
Na sexta-feira (28), o presidente americano, Donald Trump, anunciou um acordo por meio do qual os EUA controlarão pouco mais de 20% das reservas provadas de petróleo venezuelano.
A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse no fim de semana que o objetivo é transformar o país em uma potência energética, enquanto Trump afirmou que o petróleo venezuelano ajudará a preencher as reservas estratégicas americanas e que o acordo é “um presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos”.
Em uma operação militar em janeiro, as forças armadas americanas capturaram Maduro, devido a acusações de ligação do ex-ditador com o narcotráfico.
Desde então, Washington e Caracas restabeleceram relações diplomáticas e fizeram acordos na área de energia, embora o chavismo continue no poder e ainda não haja previsão de quando eleições livres na Venezuela vão ocorrer.
Desde a captura de Maduro, o governo Trump parou de defender que González se torne o presidente da Venezuela (apesar da sua vitória na eleição de 2024) e também negou que outra líder oposicionista, María Corina Machado, assuma o poder, alegando que ela não tem apoio suficiente dentro do país sul-americano.
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Fonte: Gazeta Mundo


